sexta-feira, 28 de dezembro de 2012


Sei que vou morrer sem lembranças, mas acho que isso nem é culpa minha ou de quem eu queira culpar. Estou presa, trancada, isolada do mundo. Mundo de aparências, que julgam as pessoas pela sua casca, mas uma coisa eu sei, tudo o que tem forma um dia se vai, quebra, se rompe e tudo o que eu poderia carregar eu nunca pude colher: Boas lembranças. Minha vida está a cada segundo mais breve, mais efêmera, cada dia estou mais perto do fim, esperando um grande dia, um bom momento para começar. Sinto pena de mim, sei que vou morrer, não sei se logo ou tarde, mas no fim das contas isso não importa. Não se tem vida na minha atual vida, se é que se pode entender isso. Eu vejo pessoas partindo e as vezes tenho vontade de acompanhá-las, quiçá para um lugar melhor ou nem que seja para o fim. Para fundo, para o nada. Pelo menos meus olhos estariam fechados e eu não veria tudo o que eu estou perdendo estando aqui. Queria encontrar a paz, a felicidade, a minha liberdade de poder viver da minha forma, mas estão todos cegos, todos iludidos por um futuro que não existe. Relacionamentos são apenas um comércio, onde você me oferece o seu dinheiro e eu abro minhas pernas, eu te dou minha companhia... É assim que querem que eu seja, fantoche do mundo moderno. Que trabalhe para pagar um bom estudo e estude para ter um bom trabalho. Mas sabe, essa não é a minha concepção de vida e se eu puder fazer uma escolha, eu escolho partir.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Se quiser crescer


O teu eu é grande de mais pro teu tamanho, o teu outro não é tão pequeno e inferior como tu pensas. Tu não és e nem serás alguém especial para nenhum outro enquanto não fores pra ti mesma. Tu fuga eterna, tua introjeção de tudo que é bom ou mal, quando explode eclode de maneira errada. Não aprendeste o meio termo, não aprendeste o equilíbrio entre o que é teu e o que é do outro. O mundo não tem culpa da tua infelicidade nem responsabilidade pela tua felicidade. Aprenda que enquanto não fortificar o teu ego frágil serás para sempre vulnerável, e não há lugar no mundo onde possas fugir de ti mesma. Enfrenta-te! Aceite que as pessoas têm outras preocupações, que teus amigos são humanos e que teus pais também merecem a vida livre como tu anseias. Cresça! E comece isso por dentro, se não terminarás sozinha com a pior das companhias: a tua! Veja se consegue entender que maturidade não se mede apenas por quantas vezes tu abres as pernas, mas por quantas vezes tu és capaz de abrir a mente. Pare de fechar a cara pra quem esteve do teu lado, caso contrário, nem se quer sentirão tua falta. E quando todos se acostumarem com tua ausência, será tarde de mais para querer mudar.


sábado, 10 de novembro de 2012

Elo


          Não se prenda a mim, não quero manter-te como meu refém e nem quero ser seu cárcere. Eu não preciso de você assim como você não precisa de mim. Nós fingimos que nos precisamos. Fiz-te minha água e meu alimento assim como tu fizeste a mim também. Enganamos-nos acreditando que somos necessários um ao outro. Somos na verdade, dependentes.
         Somos a melhor companhia, a melhor conversa e a única pessoa com quem pensamos estar. Não experimentamos nada, não conhecemos mais ninguém. Somos autossuficientes no que diz respeito a dividir horas do dia. Estamos aprisionando um ao outro e a nós mesmos sem nos darmos conta disso. Tu mudaste muitas coisas em mim, mais até do que eu posso ver.
Apesar de meus risos serem vazios, eles se tornam agradavelmente vazios quando compartilhados contigo e não há ninguém que escute o silêncio comigo tão bem quanto você faz. Se eu conhecesse o amor, poderia dizer que te amo. Porém, creio que esse amor pode ser tanto pra mim quanto pra ti, a única coisa que nos resta. Tu estás entregue a mim, e eu a você. Respeitamos um acordo que nem se quer foi selado, mas pra ser sincera, tenho muito medo de perder tudo isso.
Queria te libertar, pois como já diz Shakespeare “(...) a sutil diferença entre estender a mão e acorrentar uma alma.”, não quero ser a corrente que te prende, apesar de ter medo que vás embora. Gosto de ti a ponto de poder ver (e aceitar) que tua felicidade pode estar longe de mim. Não conheço teus sentimentos e nem se quer entendo os meus, mas meu grande temor é te carregar comigo nesse meu caminho sem rumo, vazio, frio e incerto. Desejo pra ti o sucesso que tu merece, alguém que possa retribuir e não só reconhecer o teu valor. E se há algum sentimento bom em mim, ele existe porque você existe.


terça-feira, 25 de setembro de 2012

Agosto em mim


Sinto que as pessoas estão se afastando e que não tenho ninguém ao meu lado. É como se eu perdesse tudo aquilo que cativei. Amigos, trabalho, pseudo-amores, e até os ídolos para quem jurei amor eterno. Tudo está em falta!
Esse sentimento se torna mais concreto na medida em que os fatos vêm se apresentando aos meus olhos, e minha pior descoberta foi a de que sou eu quem afasta de mim tudo e todos aqueles que gosto. O problema está me circundando e mergulha e mim. Esse problema sou eu. Minhas atitudes, meus pensamentos e a resistência que tenho de criar laços fortes me remetem ao incrível medo que tenho de perder tudo que cativei.
Peço perdão se te magoei, não foi a intenção. Às vezes as palavras são ditas sem intencionalidade, vem de um eu que não é o meu, vem do meu lado ruim. Eu sinto muito, mas estou em um processo de transformação. Estou no meu agosto. O mês conhecido pelos maus agouros, coisas ruins que pressagiam mudança. Só não sei como reagirei a esse mês-em-mim. Não sei se sairei ilesa ou se perderei muitas folhas de minha árvore. Não sei se deixarei o coração congelar ou permitirei às flores que nasçam. Sinceramente, não sei o que esperar de mim.
Pelo que me parece, serei uma árvore solitária, que deixa cair as folhas aos pés e não sabe como fazer para juntá-las. Estou perdendo essas partes que deixei crescer em mim. E isso dói.
Se servir de consolo para as feridas do tombo – que os que se prendiam a mim tiveram na hora da queda – eu também estou machucada. Não quero pedir-lhes que tenham pena, cada um passa por seu agosto de uma forma, e ninguém pode converter ou interferir nisso. Mas tudo o que fiz e falei, eu sinceramente posso dizer que foi pensando no bem de vocês, em agradar vocês. Mas nem sempre eu consigo acertar. Além do mais, não me sinto merecedora de tudo aquilo que vocês representam para mim. Eu sinto muito se os magoei – sé é que de veras sou (ou fui) importante.
Isso até parece uma carta de despedida, mas não tenho coragem o suficiente para sair de cena. Não por enquanto, e que o céu me proteja para que eu nunca venha a ter. Só quero pedir mais uma vez que me perdoem, e se possível for entendam que eu também preciso de compreensão. Muitas vezes doei-me em prol de vocês, agora peço que se conseguirem me entendam também. Não venho sendo eu nos últimos dias. É culpa do meu agosto tenho certeza, sei que ele veio para me mostrar o peso que as mudanças trazem, e também para me confrontar com os meus piores "eu's". No final das contas, é só mais uma prova, um teste para saber o que eu aprendi até aqui. Um jeito da vida avaliar como eu me saio e se aprendi algo bom nos anos até aqui.
Mas sabe-se que todas as estações passam, e como ouço dizer: “Se o agosto não me levar, outro não leva”.



domingo, 17 de junho de 2012

Rotina suicida

Chega um tempo sem que você percebe que o espaço não te cabe mais. Sua casa, seus amigos, sua família, começam a existir sem você. Chega um tempo que dividir o mesmo espaço começa a ser apertado, e o não dividir te faz incompreendido. Suas ideias e desejos não são mais atendidos com a mesma precisão de antigamente, e nem os seus valores valem para alguma coisa. Você tenta ser notado, ser brilhante, mas é tudo em vão. Hoje seus esforços – por mais grandiosos que sejam – não passam de obrigação. Passa o tempo e você começa a mendigar um pouco de audiência, uma gota que seja de “senti-tua-falta” em qualquer telefonema que seja. Você nota que vem dedicando seu tempo e sua força da vital juventude para coisas que nem consegue entender o sentido. Oito horas no trabalho, servindo sabe-se lá quem, vinte e cinco minutos é o que tens de almoço – descontando o tempo de chegar em casa e pegar o ônibus – depois, à noite, mais trinta e três minutos para tomar banho e... jantar? Quem sabe, sem comida sobrevive-se até as vinte e três horas.
Chegar em casa, ganhar no máximo um boa noite dito com má vontade. Largar a bolsa, tomar um café, ver tevê até a meia noite e vinte, escovar os dentes. Dormir, sonhar loucuras... Total viagem! Quem sabe a única parte do dia em que se encontra livre de veras.
Vai enchendo o currículo de experiências e cursos, e secando as páginas do diário. Gostava de escrever, mas hoje não tem mais motivos. Perderam-se os amigos, os fatos épicos, os amores platônicos, e os desejos secretos. Perderam-se o brilho dos olhos, os sonhos intensos, os objetivos traçados e os amores encontrados. Longes pairam as lembranças, quase escassos os momentos em que sorriu de verdade. Tu percebes que estás morta em vida, e que te acostumaste com isso.
A cada dia cria seu mundo, e o pior é que se faz contente com isso, quanto tudo começou estava animada, mas têm coisas que persistem em vê-la triste, deprimida, down total sabe? Acredito que seja ela quem persista nesses sentimentos.
Voltando dois ou três anos se encontra, e se vê diferente. Tão diferente que tem medo de rever os amigos, medo da repreensão, medo de não ser mais como eles a conheceram um dia, medo de não ser mais o seu “eu verdadeiro” hoje perdido, ou nunca encontrado.
Vê-se só. Mesmo com tantos convites, mesmo com tantos corações, está só. Nem tudo ela conta, nem tudo ela quer, mas sabe como ninguém negar-se para a vida. Mas, o que é a vida para ti na verdade? Tuas concepções não se aplicam a ela. Ela é o maior dos mistérios que alguma mente consiga pensar, a incógnita da esfinge que um dia espera se auto-desvendar.


quarta-feira, 23 de maio de 2012

Abre a janela guria


Pelo que você quer ser lembrada por você mesma quando envelhecer? Pelas coisas que fez ou pelo medo que teve? O que tens feito para guardar pro futuro? Você é feliz? Segue o seu sonho e se dá ao luxo de concretizar alguns desejos por menores que sejam? Você tem coragem ou vergonha de ser feliz? Por que te escondes, o que pretendes com isso? Qual o seu medo guria? Tua desculpa antiga já não pode mais ser aceita, pois aquela barreira se findou. Conseguiste o que queria! Mas e hoje guria, o que tu tens feito por ti mesma? Se acha que precisa de um pouco de loucura e anormalidade por que não buscas isso então? Tu nunca foste inconseqüente, mas também não era infeliz. O que te falta guria? Amigos, diversão ou apenas coragem? O que tu busca é mesmo o que queres ou segue um caminho por que dizem ser o certo? Escolheste tua profissão por rebeldia ou amor? Quanto a isso não tens dúvida, mas e resto guria, a tua vida onde é que fica? “Quem muito se ausenta, um dia deixa de fazer falta”, e tua vida está percebendo isso, tu te ausentaste dela.
Volta guria, não a ser o que eras porque as pessoas mudam mesmo não se culpe quanto a isso, mas volta pra felicidade, volta pra viver sabe? Volta para a alegria dos olhos num caminho que se vale à pena seguir. Volta pra ti guria, lembre de te fazer feliz um pouco, fazer bem a ti mesma, tu sabes do que eu estou falando. Abra as janelas guria, por que o sol uma hora se põe, e por mais que as estrelas sejam belas, tu acabarás sentindo falta da luz, e essa luz um dia apaga guria, para sempre.


segunda-feira, 14 de maio de 2012

queria fazer sua vida parecer interessante aos olhos de alguém. Talvez aos próprios olhos.

 Queria despertar orgulho nos pais e um quê inveja nos amigos, queria ser importante para alguém, e ter alguém importante também. Sonhou que a vida era bela e que se podia chegar ao paraíso. Mas sentia que não estava completa, e cansava de encenar todos os dias, o teatro de uma vida normal.
Se convenceu então que tinha uma boa vida; Um trabalho que lhe dava pleno direito de comprar as melhores roupas, melhores calçados, e até alguns bons discos, mas esses ela não comprava. Gostava de letras não de bandas, era a afirmação que sempre usava. E terminava por acreditar que guardar aqueles trocados do CD em uma poupança poderia vir a ser mais útil. De fato foram, quando a grana viva terminava ela usava o cartão, que é só de débito pois não gosta de prestações. Não gosta de nada que seja necessário o compromisso.
Ela tinha um medo enorme de não honrar esses compromissos, como fazia com os seus "amores". Tinha um, de quem ela queria gostar, mas ela só gostava dele a noite e fim de tarde. De manhã até as 4:30 p.m, ela o detestava. Não queria lembrança, retrato nem planos com ele. Embora esse, fosse sempre o primeiro que ela pensava ao despertar e antes de dormir também.
Rezava todas as noites para que conseguisse amá-lo. Ironia, já rezou tanto para esquecer outros. Mas agora ela implorava por amar apenas um. Chorava ao pensar que nem Deus conseguiria derreter o seu coração e amassar o seu egoísmo. No fundo, ela tinha pena de si mesma. Pena, repulsa, raiva, desanimo, era o que ela sentia quando queria ser mais humana e se envolver de verdade com alguém.
De vez em quando sentia amor profundo por si mesma, se achava linda! A que melhor andava, falava e escrevia. E para alimentar o ego ela listava todos os que já havia conquistado, e sentia um orgulho sombrio por saber que machucou aqueles corações. Na verdade ela sentia inveja, queria conseguir alguém para pelo menos despedaçar o dela, já que nem dor ela conseguia sentir.
Mas no inicio do ano que para ela seria o melhor - segundo concepções imaginadas por ela - acontece de um dos seus príncipes partir. Para sempre. Dele ela sentia falta, foram com ele os melhores planos, foi por quem ela mais sorriu. Estavam distantes já a mais de um ano, mas ela lembrava dele! Queria se parecer com ele para traze-lo de volta. Comprou uma camisa que ele poderia gostar, mas nunca ligou convidando-o para sair.
Quando recebeu a notícia de que ele tinha partido, ela quis partir também e encontrá-lo em algum lugar, mas não era possível. Ficou lá do lado dele, esperando que ele acordasse. Mas não acordou.
Ela guardou a esperança de que ele visse o sofrimento dela, e que visse também a camisa que ela comprou pensando nele, mas os olhos verdes estavam fechados, e ela sabia que era para sempre.
Assim como foi também para sempre a saudade que ela sentiu.
Passaram-se os anos e ela foi feliz, com uma história que ainda não posso contar. Mas nunca deixou de lembrar do seu Pequeno Príncipe, que partira para seu planeta distante. "O Essencial é invisível aos olhos" Ela leu, e da pior maneira, conseguiu entender o que isso significa de verdade.


quinta-feira, 3 de maio de 2012

que os jogos comecem!


Eu não acho justo o que estou fazendo contigo, tu me fala tanta coisa e eu só sei ficar em silêncio, você tem o direito de uma resposta, e a minha resposta é:
Gosto de ti, mas não da mesma forma que você gosta de mim, espero um dia descobrir um amor enorme por você, mas eu não sou uma pessoa boa sabe? Preciso perder, ou sentir que perdi para entender o quanto me faz falta e o quanto é importante. Não quero te prender e nem nada, quero um tempo meu e teu, para por as coisas no lugar, precisamos disso.
Depois que nos tornarmos peças bem modeladas, poderemos começar o nosso jogo, partiremos de um quebra cabeça, para o jogo da paciência, quando enfim chegarmos no fim da trilha, saberemos o que está escrito nessa “faixa de chegada”.
 Nossas flechas já foram lançadas, basta agora vermos aonde elas vão parar.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Melhor amigo


Pegue uma caneta e comece a escrever agora!
 Coloca pra fora tudo o que tu queres. O papel é o amigo silencioso que ouve o teu desabafo. Ele te acolhe sem te criticar. Se quiseres xinga, chora, berra, vomita tua dor e teu ódio nas palavras. Livra-te da raiva a cada linha e comece a escrever uma nova história. Teu caminho é você quem faz e tu deves saber; mas o passado ta feito, já era!
Por isso escreve meu bem, escreve o que te incomoda e mostra pra os outros a tua dor. Compartilha o teu âmago com o mundo, mesmo que esse mundo seja apenas o papel! Não precisa de textos grandes, ou muito menos se fazer entender. As verdades são tuas, a singularidade é que te faz especial. Escreve o que te dá vontade, mas não deixe de escrever. Das melhores dores se fazem os melhores textos, e dos piores momentos as melhores estórias. 


quarta-feira, 28 de março de 2012

Ao príncipe de Tróia


Não sei a minha parte na tua vida, nem a tua parte na minha. Sei que não passaste em vão. “Deus não colocaria uma pessoa na sua vida por acaso” foi a frase que eu li, se esse foi acaso, eu o chamo de destino. 
Não pensei que gostava tanto assim de você. Peço que me perdoe se fiz alguma coisa que te machucou, eu sinto muito, de verdade. Quero dizer eu te amo sem ter culpa, porque amo diferente. Amor divino eu acho. Espero te encontrar um dia e te pegar nos braços com um abraço forte. No momento quero libertar o meu coração desse aperto que tua partida está causando. Não se sinta culpado, eu te amo. Amor puro você sabe... Sei que se tu pudesse enxugaria minhas lágrimas e me faria rir de novo. De qualquer forma as lembranças são capazes de te manter perto ainda. Mesmo não estando aqui, tu não deixará de ser motivo de felicidade nos momentos passados. 
Eu te amo! Quero dizer sem culpa ou medo. Eu te amo e sinto saudade.


domingo, 11 de março de 2012

Prato Principal



Tu estás tão perto que até sinto medo de não me desacostumar de ti. De continuar querendo o que há tempos não me enche. Sou um copo; melhor, um bule. E tu és o meu liquido. O meu chá! Água quente, fervendo por sinal. O que te faz evaporar na medida em que esquentamos de mais. Se te fervo tu somes! O negócio mesmo é ir te cozinhando. Se vejo que a água se foi, coloco mais a tempo de não perder tudo, e te refogo nas lembranças. Você é o meu prato principal.

Te ponho a mesa de manhã. Quando acordo geralmente. E vou sentindo o gosto ao longo da tarde. Já cheguei a quase enjoar sabe? Provei outros temperos, mas o teu ainda é o de sabor melhor. Sei que dizem que “arroz com feijão enjoa”, mas para mim é a combinação insubstituível.
De vez em quando te faço de sobremesa, porque é o mais desejado. Me alimento com a refeição salgada pra sentir depois o teu doce na minha boca. Ah, como eu adoro te provar.
 E como todas as vezes que experimento você, nunca pode ser de mais, pois até mesmo o doce pode causar repulsa, náusea, e fazer com que eu fique tempos sem saborear. E isso eu não quero. Não agora, nem depois.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Pensar com gente que pensa



Quando leio bons textos me dá vontade de dialogar, trocar idéia, pensar com gente que pensa. Ando um pouco cansada de conversas sem sentido ou de gente falando, ouvindo e fazendo bobagem. Não quero saber das traições da vizinha do 302 e nem do tênis que roubaram do Pedrinho. Não me interessa se Ana vai mal na escola porque vai pra casa do namorado e nem que Eduardo virou um drogado. Não quero saber das vidas alheias e nem quero que saibam da minha. Me deixa viver e não venha com papo barato, prefiro rir com gente dos butecos de esquina do que viver nessa futilidade.
Venham me falar de coisas boas por favor, ou se não nem venha. Me diga quantas estrelas contou antes de dormir, e quantas vezes por dia agradeceu. Me conte quantas pessoas tu ajudou hoje, ou pelo menos para quantas sorriu. Se quiser falar que seja de bem, de amor, de alegria. Se precisar de mim venha para me fazer sorrir, ou me contar dos teus sorrisos, mas não me faça drama pelo amor de Deus! A vida por si só já faz questão de dramatizar a nossa peça.
Estou carente de boas músicas, boas vozes, de modas que valham a pena. Saudosa também de amigos que a tempos não vejo, e de rir com quem não me fará chorar. Quero encontrar pessoas que sejam humanas, que sejam lindas de dentro pra fora. Que saibam contar histórias, lendas, contos... Que se interessem por dança, teatro, literatura e todas as artes. Quero alguém que se importe com o que o outro sente e é, não com o que ele fez ou tem. Quero gente sem medo de ser gente, que saibam chorar, cair, sorrir, levantar e seguir em frente. Não de ré!
Cato aqueles que saibam estender a mão sem ninguém precisar pedir. Estou em busca de corações solidários que doem principalmente: O amor.
Busco aqueles que entendem que a vida é uma e que aqui só estamos de passagem. Quero aqueles que entendam que tudo que recebemos são empréstimos e que quando formos embora nada irá conosco se não as lembranças. E como eu busco ter lembranças!
Dê-me um pouco do seu brilho, do seu dia, do seu tempo, e dê a você também um pouco de carinho. Me abrace quando quiser e deixe para abraçar o mundo depois, não dê passos maiores que tuas pernas, teu sapato pode não aguentar. E ficar descalço em solo desconhecido não me parece nada legal.
Sejas tu meu caro, alguém que vive uma vida só. Aquela que você escolheu como certa, e não a que os outros escolheram pra ti.  

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Fêmeas alpha


Eu sei que se quiser eu posso. Sou mulher! Já nasci com segurança, é de natureza feminina acreditar no seu poder. Nós temos a “entrada ao mundo dos sonhos” o que controla qualquer homem que goste da coisa, mas tu tens que saber usar o teu mecanismo, ou a sorte jamais vai sorrir pra ti.
Se metade das mulheres trocassem lamúrias por novas atitudes garanto que mais da metade dos homens se lançariam em investidas, diretas e indiretas seriam jogadas aos baldes e ouviria-se mais a canção do desejo, levando os corpos à dançarem juntos no embalo de suas vontades e banhados pelo mesmo suor.
Tu que que chora tua seca: Te entrega mulher! Assuma teu posto! Nascemos para ser deusas e não escravas de um homem só. Se fostes abandonada, trocada, traída, aprenda a ser a causadora de abandonos, trocas e traições. Não tô dizendo pra que vire uma puta, mas que sejas a mulher que sonha ser. 
BRILHE, ATRAIA, SEJA, DÊ! Se dê ao mundo não como objeto, mas como iguaria. Seja peça rara, cara, bonita de se mostrar, seja você do melhor ângulo. Te digo porque já sei que posso e tu podes também! 
Seja o teu prazer para que também saiba ofertá-lo. AMA-TE antes de amar qualquer um. E depois que conseguir ser a melhor pra ti, ele irá querer que tu sejas a melhor DELE entende? Tu sabes que pode, assim como eu também sei.
 Veste tua melhor roupa, põe um salto, jogue o cabelo, maquie a vida!  Usa teu poder sem medo, confia em ti  e mostre para todo mundo que tu nasceu pra ser A mulher da vida de alguém, não só uma mulher na vida de alguém.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Vem!


E não importa o quanto as feridas doam, eu mergulho nelas cada vez mais. Como quem mergulha num rio de lavas, e vai derretendo devagarinho... Assim é que me encontro. Esperando que tu sinta pena de mim e volte. Que venha me consolar e dizer que tudo isso é mentira, que a morte é o nome de uma cidade secreta guardada por Deus, onde as pessoas possam ir e voltar sem restrições de tempo e espaço...
Eu fico aqui esperando que tu venhas de novo sentar-se ao meu lado, falar bobagens, me fazer feliz... Eu fico tão no passado que esqueci que o teu presente naquelas alturas era outro. Quem sabe tuas atitudes tenham feito você partir prematuramente. Quem sabe não. Não sei o que a vida reserva para cada um, e sei menos ainda o que a morte reserva!
Tomara que você esteja bem, porque eu não estou. Sabe querido, eu fico culpada se chego a esboçar um sorriso, ou quando sinto o calor do corpo de alguém. Tu estavas frio. Como eu estou me sentindo agora. Meu Deus se eu pudesse te abraçar, é só nisso que eu penso. Não ia largar nunca mais! Ia te proteger, ia te cuidar, ia te pegar pra mim. Volta? Se isso for possível... Volta em sonho, vem me visitar em outro plano para eu matar a saudade. 
Vem!
Prometo que não vou ter medo, prometo que não vou fazer perguntas indevidas, prometo esquecer um pouco a realidade e ficar contigo em uma dimensão longe daqui. Vem me dizer tchau para eu te libertar, e tu me libertar também. Vem pra eu dizer que sinto tua falta e como eu amava o teu calor, teus olhos, tuas mãos... Vem pra eu te olhar um pouco, guardar lembrança, me sentir em paz... Vem sentar do meu lado  para ouvirmos um ao outro e estarmos um com o outro. Vem! 
Prometo que não vou fugir, correr, sentir medo, NADA. Vem que quero te ver.

Vem! 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Mais uma vez pra ti


Não queria usar disso para escrever os meus textos, mas não encontro outra maneira para tentar aliviar esse aperto do meu coração ao reviver as lembranças do tempo em que tu ainda nos pertencia.
Eu fico querendo o teu abraço, a tua risada, os teus olhos. Fico querendo você, a sua presença... Eu sei que não estou conseguindo disfarçar a tristeza que me causa saber que NUNCA mais te verei nessa vida terrena, mas não quero mostrar isso aos outros. Talvez seja porque sei que tentarão me consolar ou amenizar minha dor. Pode parecer egoísmo, mas não quero consolo.
O abraço daqueles que amo e que estão ainda aqui são logicamente especiais, mas só o que me confortaria seria você mais uma vez, tuas mãos... Nunca esquecerei! Do jeito que você vinha me abraçar, e das coisas que havíamos combinado. Nunca esquecerei daquele verde vivo dos teus olhos e do teu jeito engraçado. Sinto falta de você.
Não sei por quanto tempo continuarei pensando na tua partida ou quanto tempo ainda vou me sentir culpada se tenho breves minutos de felicidade. Não quero sorrir no momento, nem falar ou ver ninguém, não quero outro para brincar de imaginar o futuro e nem dizer que me ama. Não quero outros risos por enquanto e nem quero consolo que não seja o teu. Eu sei que isso um dia vai passar, e é uma coisa que me assusta esse tal tempo. Ele leva de nós muitas coisas. Por um lado isso é bom, por outro nem tanto.
Por hora quero viver esse luto e ir me despedindo de ti aos poucos, uma hora eu aceito que tu se foi e não volta, que é para sempre essa partida, que não nos dá o direito do adeus, mas nos deixa o sabor da lembrança.  



domingo, 15 de janeiro de 2012

Sem despedida

Hoje estou sem aqueles olhos verdes que me brindavam todas as manhãs durante as aulas no segundo ano, sem aquele sorriso metálico de aparelho e as mãos pequenas e quentes junto das minhas, sem o pedido de “Paula, casa comigo?” sem planos para um futuro do qual eu trabalharia fora e tu cuidaria das crianças. Ninguém pra me dizer o quanto gostava de mim e cantar músicas que traduzissem nossas vontades. “Está escrito” você dizia. Mas e hoje? Quem vai escrever essa história comigo, que já há tempos não comentávamos mais, quem vai me abraçar forte como tu fazia durante os intervalos da escola, quem vai me perder no truco? Tu não podia ter ido sem me dizer tchau. Agora só me resta a sensação de tuas mãos geladas, dos teus olhos fechados e teu repouso. Quis pedir a Deus que te trouxesse de volta, e seria tudo como combinamos. Eu estaria do teu lado para ao menos rirmos juntos como sempre fazíamos, eu diria “Eu também” quando você dissesse “Eu te amo” e te abraçaria mais uma vez sem nunca pensar em te perder desse jeito. Heitor, saiba que vou sentir saudade, e que lamento tua partida, meu consolo é poder escrever pra ti e saber que em algum lugar em qualquer dimensão que seja tu vejas minha dor, e saiba que é de verdade essa falta que vou sentir. Só olhar pra você naquele lugar onde a gente só deveria ir depois dos 90 me fez ver que não somos fortes como julgamos ser, que não somos imbatíveis como nosso ego procura mostrar. Fiquei ao teu lado esperando que você acordasse, que pegasse minha mão de novo, e que eu pudesse te abraçar mais uma vez.
Espero que Deus exista mesmo, e que ele cuide bem de ti. Desculpe por qualquer coisa, e saiba: Foi muito bom te conhecer. Paz pra ti meu lindo, e que um dia possamos nos encontrar de novo.

Sentirei saudade

Pra me entender...

Não espere que eu vá me fazer entender já nas primeiras palavras, sem se quer tentar te fazer pensar um pouco. Eu uso coisas para dizer outras e se conseguir me entenda, se não, pode desvendar aos poucos. Para se conhecer uma história é preciso que acompanhe-a desde o início, para boatos ou falácias não camuflarem a verdade. E por falar em verdade, nem tudo que tu lês sou eu, e nem tudo que eu sou escrevo. Tu sabes o que sinto porque já te falei, mas entre conhecer e entender há uma distancia considerável. Se quiser eu te mostro, só peço por favor,
não me leve ao pé-da-letra, sou muito mais do que clareza, e palavras não bastam para a total compreensão. O fato é que me utilizo de acontecimentos para criar dramas, e os dramas eu escondo. Se quiseres minha verdade terás de entendê-la. Um pouquinho em cada texto, ou toda ela num olhar. 


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Eu prometo

Prometo que vou mudar e ser alguém melhor pra você. Prometo te dizer todos os dias o quanto te amo e o quanto tu me faz falta. Prometo estar do teu lado em cada uma das tuas conquistas, e te apoiar nos momentos difíceis. Prometo ser tua mulher, teu homem, tua amiga e companheira, pra que não te falte nada! Prometo agradar seu coração para que ele esteja sempre consciente da minha verdade. Prometo ser honesta contigo até mesmo quando eu tentar mentir pra mim. Prometo que serei completa quando o assunto for nos dois. Prometo te tratar melhor e te cuidar quando preciso, prometo que amarei os teus defeitos e exaltarei tuas qualidades, prometo te fazer sorrir mesmo quando o mundo inteiro te negar isso, prometo dar-lhe minha fidelidade, meus pensamentos e sentimentos, prometo também não te prometer nada daquilo que eu não possa cumprir.
Te dedico minhas palavras, pois o coração tu já tens.

  Das certezas breves, uma: Não me desculpo por quem eu sou. Desconfio. Até canso de mim às vezes, Mas, não me desculpo. Cada dia m...