Não
queria usar disso para escrever os meus textos, mas não encontro outra maneira
para tentar aliviar esse aperto do meu coração ao reviver as lembranças do
tempo em que tu ainda nos pertencia.
Eu
fico querendo o teu abraço, a tua risada, os teus olhos. Fico querendo você, a
sua presença... Eu sei que não estou conseguindo disfarçar a tristeza que me
causa saber que NUNCA mais te verei nessa vida terrena, mas não quero mostrar isso
aos outros. Talvez seja porque sei que tentarão me consolar ou amenizar minha
dor. Pode parecer egoísmo, mas não quero consolo.
O abraço
daqueles que amo e que estão ainda aqui são logicamente especiais, mas só o que
me confortaria seria você mais uma vez, tuas mãos... Nunca esquecerei! Do jeito
que você vinha me abraçar, e das coisas que havíamos combinado. Nunca esquecerei
daquele verde vivo dos teus olhos e do teu jeito engraçado. Sinto falta de você.
Não
sei por quanto tempo continuarei pensando na tua partida ou quanto tempo ainda
vou me sentir culpada se tenho breves minutos de felicidade. Não quero sorrir
no momento, nem falar ou ver ninguém, não quero outro para brincar de imaginar
o futuro e nem dizer que me ama. Não quero outros risos por enquanto e nem
quero consolo que não seja o teu. Eu sei que isso um dia vai passar, e é uma
coisa que me assusta esse tal tempo. Ele leva de nós muitas coisas. Por um lado
isso é bom, por outro nem tanto.
Por
hora quero viver esse luto e ir me despedindo de ti aos poucos, uma hora eu aceito
que tu se foi e não volta, que é para sempre essa partida, que não nos dá o
direito do adeus, mas nos deixa o sabor da lembrança.

Ver partir um grande amor é como sair pelo portão do cemitério após assistir ao próprio enterro.
ResponderExcluirGK