quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Pensar com gente que pensa



Quando leio bons textos me dá vontade de dialogar, trocar idéia, pensar com gente que pensa. Ando um pouco cansada de conversas sem sentido ou de gente falando, ouvindo e fazendo bobagem. Não quero saber das traições da vizinha do 302 e nem do tênis que roubaram do Pedrinho. Não me interessa se Ana vai mal na escola porque vai pra casa do namorado e nem que Eduardo virou um drogado. Não quero saber das vidas alheias e nem quero que saibam da minha. Me deixa viver e não venha com papo barato, prefiro rir com gente dos butecos de esquina do que viver nessa futilidade.
Venham me falar de coisas boas por favor, ou se não nem venha. Me diga quantas estrelas contou antes de dormir, e quantas vezes por dia agradeceu. Me conte quantas pessoas tu ajudou hoje, ou pelo menos para quantas sorriu. Se quiser falar que seja de bem, de amor, de alegria. Se precisar de mim venha para me fazer sorrir, ou me contar dos teus sorrisos, mas não me faça drama pelo amor de Deus! A vida por si só já faz questão de dramatizar a nossa peça.
Estou carente de boas músicas, boas vozes, de modas que valham a pena. Saudosa também de amigos que a tempos não vejo, e de rir com quem não me fará chorar. Quero encontrar pessoas que sejam humanas, que sejam lindas de dentro pra fora. Que saibam contar histórias, lendas, contos... Que se interessem por dança, teatro, literatura e todas as artes. Quero alguém que se importe com o que o outro sente e é, não com o que ele fez ou tem. Quero gente sem medo de ser gente, que saibam chorar, cair, sorrir, levantar e seguir em frente. Não de ré!
Cato aqueles que saibam estender a mão sem ninguém precisar pedir. Estou em busca de corações solidários que doem principalmente: O amor.
Busco aqueles que entendem que a vida é uma e que aqui só estamos de passagem. Quero aqueles que entendam que tudo que recebemos são empréstimos e que quando formos embora nada irá conosco se não as lembranças. E como eu busco ter lembranças!
Dê-me um pouco do seu brilho, do seu dia, do seu tempo, e dê a você também um pouco de carinho. Me abrace quando quiser e deixe para abraçar o mundo depois, não dê passos maiores que tuas pernas, teu sapato pode não aguentar. E ficar descalço em solo desconhecido não me parece nada legal.
Sejas tu meu caro, alguém que vive uma vida só. Aquela que você escolheu como certa, e não a que os outros escolheram pra ti.  

3 comentários:

  1. Textos de verdade são aqueles em que o autor parece arriscar tudo a cada palavra.
    GK

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  2. "...prefiro rir com gente dos butecos de esquina do que viver nessa futilidade."

    Bem lembrado este trecho ainda mais se tratando de nossa pequena urbe que é cercada de pessoas com ar de superioridade, a terra dos doutores em coisa alguma. A terra dos que vivem de aparências e títulos nobres sem nenhum valor.

    Quanto a tua carência de músicas se eu puder ajudar este personagem me atire um pen-drive que posso indicar boas canções a ele. Antigas e novas o que ele quiser.

    Beijo querida Paula!

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  3. Isso é bem verdade. A cidade é pequena, mas a maioria das pessoas são menores ainda =/

    Pode deixar, que a "personagem" fará questão de receber tuas músicas
    asoieuaoue


    Beijo :**

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