Eu acabei de acordar de um pesadelo e estava com medo de me virar para pegar o celular. Era tanto medo que parecia que o mau estava ali, ao meu lado. Geralmente, quando isso acontece, é porque sonhei com espíritos ou demônios, mas dessa vez, meu medo era de pessoas, não mais nem menos do que seres humanos. Parecia que estavam aqui, rondando minha cama. No meu sonho eu e uns conhecidos lutávamos numa guerra civil, queríamos impedir um homem, com ideias absolutamente anti-dignidade-humana de governar. Eu, junto com eles, fugia de outros conhecidos que queriam nos matar. Nesse cenário, eu vi amigos morrendo e matando e vi que chegamos perto, bem perto de barrar nosso algoz, mas ele parecia imbatível, pois seu grupo de suporte estava disposto a tudo. No fim, ao vê-lo vivo depois de ataques que seriam fatais, os meus já cansados, se voltaram contra mim alegando "questão de sobrevivência". Corri, fugi e sozinha ataquei também. Senti as pedras que me jogaram, os cacos de vidro, os golpes com barra de ferro e no fim, senti meu corpo pesado. Caí. Machucada e coberta de sangue. Meu antigo grupo, agora aliado com os rivais do qual lutávamos contra, me e cercou e disseram que por respeito deixariam minha irmã me matar. Naquela altura, eu já estava morta mesmo. Ela vem detrás das pessoas, chorando me abraça deitando também ao chão. Ela chorava pois sabia que precisava me matar. Perguntaram minhas últimas palavras, perguntaram se aquele era o fim, eu disse que não - lembrei do filme jogos vorazes - e ali mesmo, no chão, disse para lembrarmos quem era nosso verdadeiro inimigo. Enquanto estava morrendo, acordei. Dessa vez foi só um sonho.
quarta-feira, 24 de outubro de 2018
Baseado em sonhos reais
19 de out, 3:32 am
Eu acabei de acordar de um pesadelo e estava com medo de me virar para pegar o celular. Era tanto medo que parecia que o mau estava ali, ao meu lado. Geralmente, quando isso acontece, é porque sonhei com espíritos ou demônios, mas dessa vez, meu medo era de pessoas, não mais nem menos do que seres humanos. Parecia que estavam aqui, rondando minha cama. No meu sonho eu e uns conhecidos lutávamos numa guerra civil, queríamos impedir um homem, com ideias absolutamente anti-dignidade-humana de governar. Eu, junto com eles, fugia de outros conhecidos que queriam nos matar. Nesse cenário, eu vi amigos morrendo e matando e vi que chegamos perto, bem perto de barrar nosso algoz, mas ele parecia imbatível, pois seu grupo de suporte estava disposto a tudo. No fim, ao vê-lo vivo depois de ataques que seriam fatais, os meus já cansados, se voltaram contra mim alegando "questão de sobrevivência". Corri, fugi e sozinha ataquei também. Senti as pedras que me jogaram, os cacos de vidro, os golpes com barra de ferro e no fim, senti meu corpo pesado. Caí. Machucada e coberta de sangue. Meu antigo grupo, agora aliado com os rivais do qual lutávamos contra, me e cercou e disseram que por respeito deixariam minha irmã me matar. Naquela altura, eu já estava morta mesmo. Ela vem detrás das pessoas, chorando me abraça deitando também ao chão. Ela chorava pois sabia que precisava me matar. Perguntaram minhas últimas palavras, perguntaram se aquele era o fim, eu disse que não - lembrei do filme jogos vorazes - e ali mesmo, no chão, disse para lembrarmos quem era nosso verdadeiro inimigo. Enquanto estava morrendo, acordei. Dessa vez foi só um sonho.
Eu acabei de acordar de um pesadelo e estava com medo de me virar para pegar o celular. Era tanto medo que parecia que o mau estava ali, ao meu lado. Geralmente, quando isso acontece, é porque sonhei com espíritos ou demônios, mas dessa vez, meu medo era de pessoas, não mais nem menos do que seres humanos. Parecia que estavam aqui, rondando minha cama. No meu sonho eu e uns conhecidos lutávamos numa guerra civil, queríamos impedir um homem, com ideias absolutamente anti-dignidade-humana de governar. Eu, junto com eles, fugia de outros conhecidos que queriam nos matar. Nesse cenário, eu vi amigos morrendo e matando e vi que chegamos perto, bem perto de barrar nosso algoz, mas ele parecia imbatível, pois seu grupo de suporte estava disposto a tudo. No fim, ao vê-lo vivo depois de ataques que seriam fatais, os meus já cansados, se voltaram contra mim alegando "questão de sobrevivência". Corri, fugi e sozinha ataquei também. Senti as pedras que me jogaram, os cacos de vidro, os golpes com barra de ferro e no fim, senti meu corpo pesado. Caí. Machucada e coberta de sangue. Meu antigo grupo, agora aliado com os rivais do qual lutávamos contra, me e cercou e disseram que por respeito deixariam minha irmã me matar. Naquela altura, eu já estava morta mesmo. Ela vem detrás das pessoas, chorando me abraça deitando também ao chão. Ela chorava pois sabia que precisava me matar. Perguntaram minhas últimas palavras, perguntaram se aquele era o fim, eu disse que não - lembrei do filme jogos vorazes - e ali mesmo, no chão, disse para lembrarmos quem era nosso verdadeiro inimigo. Enquanto estava morrendo, acordei. Dessa vez foi só um sonho.
sábado, 18 de agosto de 2018
Os grandes pequenos passos
Certas coisas na minha vida,
eu pensei que fossem pra sempre,
Ou ao menos, esperei que durassem mais.
Outras terminaram do jeito que começaram
Rápido.
E eu previ o fim.
Agora,
Você,
Você fazia parte do meu futuro.
De algum jeito eu sentia isso,
Esperava que fosse verdade certo acordo que fizemos,
Mas hoje, ele perdeu sentido pra mim.
Eu estou me tornando alguém que talvez eu já devesse ser há mais tempo
Mas não é simples, é doloroso mudar.
Meu processo é lento, cheio de vacilo e recuos,
Mas me sinto grande nos pequenos passos.
Quero ser honesta comigo,
Não aceitar menos do que mereço
Não esperar tanta coisa dos outros
Quero ser apenas igual, segura, horizontal.
Eu estou crescendo,
E ao andar em frente
Sempre deixamos coisas para trás.
Você é a parte difícil porque lhe via no caminho a frente
Não alguém pra deixar,
Alguém para encontrar.
Não é sua culpa minhas expectativas,
Mas, sabe, eu sempre estive tão disponível
Porque não me incomodava estar assim,
Agora, porém, não parece ter sentido colocar você num lugar tão
mais alto
Do que o lugar que tem pra mim
(se é que há um lugar).
Como disse,
Quero ser horizontal
Sem hierarquia de valores
Pensei que eu fosse algo que não sou,
Reitero, contudo, não é sua culpa.
Nós vivemos nossa experiência de um jeito diferente,
Funcionou até aqui,
Não funciona mais.
É duro me despedir,
Ainda mais quando você se quer sabe disso,
Mas estou indo embora.
Achei que pudéssemos seguir do mesmo jeito,
só que isso implica em eu estar sempre na mesma posição:
Disponível
e eu estou afim de me ocupar
De mim, especialmente.
Mais um adeus de gratidão,
Mais um degrau na minha história
Que as pernas tremeram para superar
Pisar
Subir
Andar
E aos poucos,
Esquecer.
Saudades desde já.
![]() |
segunda-feira, 13 de agosto de 2018
Carta aberta
Eu quase acreditei na culpa de ter feito você sofrer. Quase acreditei ser um caos, uma bagunça, ser insensível. Procurei em mim todos os defeitos de que você me acusava e até encontrei alguns, porém, sempre procurei deixá-los claro a você. Não planejei nada do que aconteceu, eu realmente tinha dúvidas sobre o que sentia. Estar contigo me trazia calma, não te ver, não conversarmos, era muito difícil pra mim, por isso pensei que devia dar-nos uma chance, duas, três, seis... Tarde, bem tarde, percebi que de você eu só queria amizade. Você pode dizer que eu deveria ter me dado conta disso antes, eu também acho, mas não foi assim que aconteceu e não me culpo por isso, precisei de tempo, porém, em todo esse nosso caminho tentei te deixar a par da situação, ser sincera tanto quanto podia, não tinha como lhe dizer o que eu ainda não sabia. Não me culpe por isso. Você me acusou de ter lhe usado para "preencher um vazio", hoje vejo que essa é a tua história, não a minha. Uma pessoa atrás da outra, um amor atrás do outro, exatamente do mesmo jeito. Talvez a ideia de ficar um tempo sozinha seja difícil demais pra você, não sei. Sei que eu não fui ninguém especial para você, como dizia que eu era. Esse seu sentimento parece sempre o mesmo, só muda as peças de lugar. Eu fui uma peça que substituiu a anterior, quem vem depois de mim cumpre a mesma função. Entender isso me deixou livre de toda culpa possível, eu fui o melhor que pude, você talvez tenha sido também. Com gratidão posso encerrar essa história, eu aprendi muito! Especialmente a sempre analisar, em todas as relações, o que é meu e o que é do outro. Obrigada por me ajudar a entender isso.
quarta-feira, 2 de maio de 2018
A S C O
Eu sonhei
Que da minha
boca
Que do céu da
minha boca
Saiu uma
coisa podre
Parecia uma
bola de gude
Parecia um
dente inflamado
Estava tão
podre
Tão nojento
Que quando me
dei conta que fazia parte de mim me assustei por não ter sentido antes
Era um osso
Era uma
esfera
Era preta no
interior
Branca ao
redor
Apodrecendo de
dentro pra fora
O fora
escondia o dentro
Podre.
Eu sinto asco
É como se
quisesse arrancá-la repetidas vezes
Era uma bola
podre que fazia parte de mim
Que estava
dentro de mim
E agora saiu
Por um buraco
pequenininho
Dum espaço tal
qual um dente normal ocuparia
Estava podre
e doeu
Senti arrancar
a raíz
Quando fui
removê-lo senti que estava muito profundo e não sairia sem me deixar lesões
Outros dentes
foram afetados e eu os vi soltos,
Quebrados
Irremediavelmente
danificados
Me apavorei
Chorava nervosa
Pensei que
precisava ligar pra alguém me ajudar a solucionar aquilo
Aquilo que
parecia não ter remédio.
Eu tirei um
dente podre de dentro de mim
“Estava na
minha cabeça”, pensei
“Estava na
minha cabeça e agora conseguiu sair”
Depois,
Um molde
retangular de uma orelha
Eu lembro de
ter visto a versão daquele molde em algum lugar
Não sei se em mim
Ou em
outra pessoa
Só sei que eu já
conhecia.
Pensei
“Como isso
tudo esteve aqui por tanto tempo? Como eu não percebi? Como estão conseguindo
sair por esse buraquinho?”
Era uma bola
podre, dura, esmaltada
Branca por
fora
Podre por
dentro
O podre se
sobressaindo.
E eu
arranquei.
E arranco
todos os dias de novo porque não consegui tirar da cabeça
Nem a imagem
nem aquela sensação
O que há de
tão podre em mim?
Apodrecer por esquecimento
Eu tinha uma
bicicleta
Que nem notei
Quando não
tinha mais.
Quando me
disseram: “doei”
Eu a quis de
novo.
Ela voltou,
esqueci novamente
A história se
repetiu
E outra vez
eu não notei a ausência dela.
Agora,
Tem outra
Que não é
minha, mas quase
Eu olho pra
ela todos os dias
Pneu murcho,
Já desisto.
Acho que
mesmo se estivessem cheios eu desistiria também.
Várias manhãs
eu acordei disposta,
Eu estava ali
E a bicicleta
também,
Não sei
porque eu desisti dela.
Eu tinha uma
cachorrinha,
E igualmente,
esquecia-me dela.
Dias sem
água,
Outros dias
sem comida,
Pelo menos de
minha parte ela não ganhava nada.
Na maioria
das vezes não era por mal,
Eu só
esquecia
Outras vezes
eu a via
E ignorava.
Esperava que
alguém fizesse algo por ela,
Sempre faziam.
Ela morreu.
Nos últimos
dias de vida dela
Eu a vi
sofrer muito, demais
Meu coração
doeu
Doeu por ela
e por mim.
Ela, naquele
estado
Era um retrato
da minha vida
Morrendo por
esquecimento
Sendo comida viva,
Ela estava
apodrecendo por descuido
Igualzinha a
mim.
No final,
Se quer me
senti culpada
Eu estava esperando
que tudo
acabasse logo,
Eu sempre
espero.
E vai acabar.
Como ela,
Podre por
esquecimento.
Ela morreu pela
indiferença
E cada dia eu
morro também.
segunda-feira, 9 de abril de 2018
Ontem
Só ontem
Escrevi e apaguei a mesma mensagem
Várias vezes
Estava te pedindo desculpa pelas minhas atitudes nos últimos dias
Eu queria me livrar
Da falta.
Queria acreditar que estou melhor agora
Que tudo já foi superado assim,
rápido
Mas não foi.
Falei tanta coisa
Coisas ruins de mais
Mas não consegui me convencer,
Não funcionou.
Eu sigo sentindo tua falta.
Tenho pensado mais em você do que achei que pensaria
Às vezes só quero te contar as coisas que estou passando
As coisas que estou pensando
E ouvir o mesmo de você.
Só um abraço
Pra eu sentir tua paz de novo
A paz que eu sentia contigo
O mundo desaparecia
E você me acolhia na ausência dele.
Meus dias sem você são desamparo
Mas sei que não posso pedir nada.
Eu gosto mesmo de você
Mas há tempos sei que só isso não é o suficiente
Deveria ser mais fácil partir
Mas não é.
Escrevi e apaguei a mesma mensagem
Várias vezes
Estava te pedindo desculpa pelas minhas atitudes nos últimos dias
Eu queria me livrar
Da falta.
Queria acreditar que estou melhor agora
Que tudo já foi superado assim,
rápido
Mas não foi.
Falei tanta coisa
Coisas ruins de mais
Mas não consegui me convencer,
Não funcionou.
Eu sigo sentindo tua falta.
Tenho pensado mais em você do que achei que pensaria
Às vezes só quero te contar as coisas que estou passando
As coisas que estou pensando
E ouvir o mesmo de você.
Só um abraço
Pra eu sentir tua paz de novo
A paz que eu sentia contigo
O mundo desaparecia
E você me acolhia na ausência dele.
Meus dias sem você são desamparo
Mas sei que não posso pedir nada.
Eu gosto mesmo de você
Mas há tempos sei que só isso não é o suficiente
Deveria ser mais fácil partir
Mas não é.
sábado, 7 de abril de 2018
sábado, 31 de março de 2018
O melhor do pior de mim
Eu fico pensando no que passamos juntos
e no que passamos sozinhos também...
Quase dois anos e ainda percebo tua influência em mim.
Eu sempre quis ser você
E hoje, parecer contigo
É meu maior medo.
Tu continuas sendo pra mim
Extremamente,
Absolutamente
Admirável.
Mesmo depois de tudo que passei
Depois de tudo que passamos
Não consigo te esquecer.
Talvez seja uma bênção
Para eu sempre lembrar
De não querer me tornar
você
Como já quis.
Hoje tenho de pedir perdão pra ela
Por ter demorado pra perceber
O que eu realmente queria
E também o que eu não queria.
Sou fruto do que tu me fizeste
Mas não quero continuar espalhando essa semente
Você foi uma praga
Um parasita do melhor de mim.
Se instaurou,
Se alimentou,
Me destruiu
Fugiu.
E eu fiquei pensando que a culpa era minha
Você é tão legal, afinal
Por que iria querer ficar comigo?
Uma louca de ciúmes,
Triste e apaixonada
Que só pensava em ti e mais nada?
Que sofria toda vez que você mentia,
Quando dormia
Com outras,
Quando saia
Com outras,
Quando queria
Outras.
Sempre mentindo, sempre mentiu.
Ou eu que sempre exagerei tudo
Você me devastou
E sei que não se importa com isso
e o que eu não quero
É me transformar nisso
Nesse monstro,
Nesse lixo
Irreciclável.
Eu não quero mentir,
Não quero ser você
E se é por isso
Que ainda sonho contigo
Então que fique
Então que fique cada dia mais
E seja o meu exemplo
De mau exemplo
De alguém pra não ser
Igual.
Mas eu te amei
E te odeio por isso.
Eu te odeio por ter ido
E ficado mesmo assim.
Tem coisas que são pra sempre
Mesmo que acabem.
Nós não acabamos.
Ou melhor,
Eu não acabei com você, ainda.
Quero sair dessa experiência
Aprendendo tudo que posso aprender
Vou tirar de ti tudo o que puder.
Eu
Te admiro,
Te odeio,
Te amo.
Te odeio outra vez.
Eu
Ainda não sei
Até onde sigo ligada a você.
Eu
Ainda não sei
Se tu foi o mal
Ou o bem.
Eu
Ainda não sei
Qual parte tua esqueci
E qual parte tua me tornei.
Eu
Ainda não sei
Se quero que morras
Ou vivas em mim.
Eu
Ainda não sei
Se aprendi
Ou me transformei
Em ti.
Não quero ser tão tua
Pois nada é mais seu
Do que você mesmo.
Se me pertenço
Sinto que me pertenço mais
Ao lembrar de ti
Você é minha referência
De egoísmo
De ausência
Você é parte ruim do que fiz com ela
Mas desfiz em tempo
De causar menos danos.
Eu, ao menos,
Fui sincera.
Sou a versão
Que merecia de ti
Mas até que ponto isso seria suportável?
Eu
Não sei
Porque ainda
Está aqui.
M E D E I X A I R
T E D E I X A R I R
Pra onde?
Se a versão tua que guardo
Só eu conheço?
Se eu esqueço
Morrerás.
Eu quero que morras
Não quero que morras.
Ambivalência.
Honesta dualidade.
Eu te amei,
Hoje me amarias também
Você não faz ideia
De como te roubei
Guardei
Copiei
Melhorei
Sou quem eu gostaria que fosse
Eu sou quem você gostaria que eu fosse.
E hoje
Quero te reencontrar
Em outro.
Mas antes
Seguindo os teus passos
Aprendo
A encontrar a mim mesma.
Obrigada?
Não, não a você.
Eu te venero
Eu te odeio
Eu te amei.
Eu ainda sinto tanto
Que não sei o que dizer.
E também já não sinto nada
Porque inventei você
E só o que posso amar daqui pra frente
É a verdade.
quarta-feira, 28 de março de 2018
Que linha liga o teu S I N T O M A ao meu?
Os dias que passaram
Não sei se soltaram
Ou apertaram mais
Esse laço,
Essa linha,
Que liga o teu sintoma ao meu.
Quem somos, afinal?
Duas pessoas paradas no tempo
Em estações diferentes.
Onde se encontram nossas ausências?
Já escrevi tanta coisa
procurando um jeito pra dizer
que eu
me sinto responsável por você.
Queria te apresentar a menina que conheci
procurando um jeito pra dizer
que eu
me sinto responsável por você.
Queria te apresentar a menina que conheci
Você não daria tão pouco valor a ela
Se a visse com os meus olhos.
Às vezes
queria entrar num trem
queria entrar num trem
Que me levaria de volta pra ti,
Outras vezes acho
Que ainda não sai dele.
Por que você insiste em comprar sempre a mesma
passagem?
O valor do teu bilhete é tão caro!
Pelo menos, eu acho.
Mas talvez não o seja pra você.
Um ano, dois ou dez
Qual a diferença?
Se há outros que viajam contigo
Várias e várias vezes
Sempre para o lugar?
(in) Segurança.
E isso me incomoda.
Deve ser porque diz mais sobre mim
Do que sobre você.
E como cortar esse laço?
E como cortar esse laço?
terça-feira, 27 de março de 2018
Eterna repetição.
Ela é tão linda para estar andando em círculos
Círculos que não tem espelho
E não mostram isso a ela.
Eu me preocupo, mas tenho medo
De andar em círculos também.
Você me provoca esperando resposta,
Mas não há mais motivos pra discussão.
Acho que seu problema não está em começar
Mas em encerrar coisas
Eterna repetição.
Aonde você quer chegar?
Ou será que já chegou onde queria?
Tento não me preocupar com isso,
Já não é mais questão minha
Ou, ao menos,
Não deveria ser
Cada um escolhe pra si,
A vida que quer viver.
Mas sabe,
Você é tão linda para andar em círculos...


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018
26723
Hoje apaguei 26723 mensagens
Quatro meses em menos de 30 segundos
Desapareceram
Tão rápido quanto você desapareceu
Eu me pergunto até quando as coisas vão se resolver assim
De um segundo pro outro
Fim.
Exclui, bloqueia, apaga, esquece
Você me deixa falando sozinha
Talvez porque não tenha mais nada pra falar
Ou tenha muito,
Mas acha que não vale a pena
Eu não tenho como saber
Porque você já desistiu.
O quarto que nos despedimos é o mesmo
E eu lamento mais uma despedida
Sem coragem pra dizer o que eu sinto
Sem coragem de pedir pra ficar
Na minha cabeça eu tento resolver o que 26723 mensagens não conseguiram dizer.
Como é triste te apagar
E te transformar num texto
Um texto sem cheiro
Sem voz
Sem abraço.
Um texto sem corpo.
Um texto que será lembrança
das lembranças que tenho
Um texto que não queria escrever
Foi cedo
Um texto que nasceu do medo,
O mesmo medo que sinto agora
Eu não quero te ver triste,
Mas dói não te ver mais.
Quatro meses em menos de 30 segundos
Desapareceram
Tão rápido quanto você desapareceu
Eu me pergunto até quando as coisas vão se resolver assim
De um segundo pro outro
Fim.
Exclui, bloqueia, apaga, esquece
Você me deixa falando sozinha
Talvez porque não tenha mais nada pra falar
Ou tenha muito,
Mas acha que não vale a pena
Eu não tenho como saber
Porque você já desistiu.
O quarto que nos despedimos é o mesmo
E eu lamento mais uma despedida
Sem coragem pra dizer o que eu sinto
Sem coragem de pedir pra ficar
Na minha cabeça eu tento resolver o que 26723 mensagens não conseguiram dizer.
Como é triste te apagar
E te transformar num texto
Um texto sem cheiro
Sem voz
Sem abraço.
Um texto sem corpo.
Um texto que será lembrança
das lembranças que tenho
Um texto que não queria escrever
Foi cedo
Um texto que nasceu do medo,
O mesmo medo que sinto agora
Eu não quero te ver triste,
Mas dói não te ver mais.
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Das certezas breves, uma: Não me desculpo por quem eu sou. Desconfio. Até canso de mim às vezes, Mas, não me desculpo. Cada dia m...
-
Satisfiz-me com a ideia de que Estou permanentemente condenada a insatisfação
-
Tentamos estar aqui E acompanhar nosso corpo A gente sabe, Cada um se vê nos olhos do outro Que há pouco de si ali dentro. Mas a parte que ...
-
Das certezas breves, uma: Não me desculpo por quem eu sou. Desconfio. Até canso de mim às vezes, Mas, não me desculpo. Cada dia m...


