segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Carta aberta

Eu quase acreditei na culpa de ter feito você sofrer. Quase acreditei ser um caos, uma bagunça, ser insensível. Procurei em mim todos os defeitos de que você me acusava e até encontrei alguns, porém, sempre procurei deixá-los claro a você. Não planejei nada do que aconteceu, eu realmente tinha dúvidas sobre o que sentia. Estar contigo me trazia calma, não te ver, não conversarmos, era muito difícil pra mim, por isso pensei que devia dar-nos uma chance, duas, três, seis... Tarde, bem tarde, percebi que de você eu só queria amizade. Você pode dizer que eu deveria ter me dado conta disso antes, eu também acho, mas não foi assim que aconteceu e não me culpo por isso, precisei de tempo, porém, em todo esse nosso caminho tentei te deixar a par da situação, ser sincera tanto quanto podia, não tinha como lhe dizer o que eu ainda não sabia. Não me culpe por isso. Você me acusou de ter lhe usado para "preencher um vazio", hoje vejo que essa é a tua história, não a minha. Uma pessoa atrás da outra, um amor atrás do outro, exatamente do mesmo jeito. Talvez a ideia de ficar um tempo sozinha seja difícil demais pra você, não sei. Sei que eu não fui ninguém especial para você, como dizia que eu era. Esse seu sentimento parece sempre o mesmo, só muda as peças de lugar. Eu fui uma peça que substituiu a anterior, quem vem depois de mim cumpre a mesma função. Entender isso me deixou livre de toda culpa possível, eu fui o melhor que pude, você talvez tenha sido também. Com gratidão posso encerrar essa história, eu aprendi muito! Especialmente a sempre analisar, em todas as relações, o que é meu e o que é do outro. Obrigada por me ajudar a entender isso.

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