sexta-feira, 22 de julho de 2011

Máscaras

Deixem que elas caiam, uma a uma, revelando o que há por trás, revelando o que há de verdade...

 Em fila seguem todos, são muitos, mas agem igual. Leem jornal, sabem de tudo - ou pensam que sabem - compram carros, compram roupas, vendem almas. É assim, tudo igual. Triste rotina de acordar, escovar-se tomar café, trabalhar, almoçar, trabalhar de novo, chegar em casa, jantar dormir para continuar o ciclo vicioso. Não eles não se cansam, nem se quer percebem pois não tiram as cascas, não saem dos casulos. Por que não derrubam as máscaras?
 Simples, foram educados para viver assim, e já não sabem mais agir de acordo com suas vontades, sem os pensamentos em série, a criação em massa sem as mãos dos manipuladores. Sociedade não é mais do que uma fábrica de gente igual, de padrões irracionais, de mentalidades pequenas, pessoas modeladoras de cérebro alheio, de idéias alheias.
Mas é assim, a vida não para e tempo é dinheiro. Sem felicidade aprendemos a viver, mas sem a matéria não. Corram, não há tempo a perder! Pobres humanos, podem ter tudo mas correm atrás do nada. Querem pegar o vento, querem deixar a vida de lado...
Bom, não há tempo para se falar disso. É hora de trabalhar, trabalhar, trabalhar...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

  Das certezas breves, uma: Não me desculpo por quem eu sou. Desconfio. Até canso de mim às vezes, Mas, não me desculpo. Cada dia m...