Porque você não conseguirá comprá-la com todo o seu coração, você não conseguirá tê-la com todas as suas palavras, sejam elas sedutoras ou não, verdadeiras ou não, sentidas ou não. Você não conseguirá convence-la de que o amor existe de verdade, porque até mesmo ela já tentou se convencer disso. Você jamais saberá o que é possuir seus sentimentos, sentir o seu calor, ou acariciar seus cabelos. Ela está distante, de todos e de si, distante de mais para algum sentimento alcançar. Ela até tenta abrir um pouco mais da janela de seu lar, tenta deixar que a luz entre, mas a muito tempo que não vê o sol, tem muito tempo que vive no frio, e tem muito mais tempo que se acostumou com isso.
Não se sente sozinha, nem triste nem mal, apenas vazia. Preenche seus espaços com lembranças que não existem, e se ilumina com a luz dos outros, e vive para o caminho dos outros, observa o quanto pode, doa-se com tudo o que tem, sem se deixar ganhar nada. Ela não quer, e se quer não tenta, não busca. Mas o que há para fazer? Ela já se convenceu que sozinha se completa.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Máscaras
Deixem que elas caiam, uma a uma, revelando o que há por trás, revelando o que há de verdade...
Em fila seguem todos, são muitos, mas agem igual. Leem jornal, sabem de tudo - ou pensam que sabem - compram carros, compram roupas, vendem almas. É assim, tudo igual. Triste rotina de acordar, escovar-se tomar café, trabalhar, almoçar, trabalhar de novo, chegar em casa, jantar dormir para continuar o ciclo vicioso. Não eles não se cansam, nem se quer percebem pois não tiram as cascas, não saem dos casulos. Por que não derrubam as máscaras?
Simples, foram educados para viver assim, e já não sabem mais agir de acordo com suas vontades, sem os pensamentos em série, a criação em massa sem as mãos dos manipuladores. Sociedade não é mais do que uma fábrica de gente igual, de padrões irracionais, de mentalidades pequenas, pessoas modeladoras de cérebro alheio, de idéias alheias.
Mas é assim, a vida não para e tempo é dinheiro. Sem felicidade aprendemos a viver, mas sem a matéria não. Corram, não há tempo a perder! Pobres humanos, podem ter tudo mas correm atrás do nada. Querem pegar o vento, querem deixar a vida de lado...
Bom, não há tempo para se falar disso. É hora de trabalhar, trabalhar, trabalhar...
Simples, foram educados para viver assim, e já não sabem mais agir de acordo com suas vontades, sem os pensamentos em série, a criação em massa sem as mãos dos manipuladores. Sociedade não é mais do que uma fábrica de gente igual, de padrões irracionais, de mentalidades pequenas, pessoas modeladoras de cérebro alheio, de idéias alheias.
Mas é assim, a vida não para e tempo é dinheiro. Sem felicidade aprendemos a viver, mas sem a matéria não. Corram, não há tempo a perder! Pobres humanos, podem ter tudo mas correm atrás do nada. Querem pegar o vento, querem deixar a vida de lado...
Bom, não há tempo para se falar disso. É hora de trabalhar, trabalhar, trabalhar...
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Ela
Enquanto a cidade dorme ela sai, cidade pequena, gente menor ainda, ela se sente cansada por estar sempre ali. Queria encontrar o que não sabe direito a quanto tempo perdeu.
Mesma roupa, mesmo cheiro, cabelo despenteado... gente toda igual. Anda pela rua sem destino. Está só! A essa hora só encontra o que sobrou do lixo humano atirado pelas calçadas daqueles bares com cheiro de cigarro e álcool, ela não sabe se é salvação ou suicídio, ainda assim resolve ficar; já não tem mais nada para perder. Pede uma dose de bebida barata, qualquer coisa servia naquela hora. Ouviu dizer que o álcool é o melhor remédio para esquecer. Ela tentaria então.
Estava num lugar onde ninguém pensou que a encontraria, era tanta gente de mal cheiro, alguns não tinham os dentes, outros vestiam-se com roupas sujas, maioria sem dinheiro, alguns pareciam nem ter vida. Mas foi naquele momento, no lugar que poderia ser chamado de limbo, com almas andarilhas sem rumo, sem caminho, sem esperança aguardando o apocalipse, e enfim o julgamento, que ela encontrou a paz.
Ah sim, a vida escolhe como quer ensinar, e aos poucos ela foi vendo que era tão pequena quanto eles, esqueceu o orgulho e a dor, abandonou os pensamentos medos sonhos tudo! E continuou a beber, mas agora estava calma, e encontrou o que perdeu... Saboreava a quietude do seu espirito, e a leveza de seu corpo. Estava em fim feliz. Oh sim, estava bem!
domingo, 10 de julho de 2011
Quer entorpecer-se de álcool, de drogas, de amor. Quer ficar entre as ruas esperando o que a sorte não lhe trouxe, a coragem. Quer encontrar dentro de si a mulher, a escrava, a guerreira, iluminada ou bruxa. Não sabe que rumo lhe leva o seu destino e os seus desejos. Têm em cada palavra o veneno, tem em cada gesto intensões, tem no olhar o perigo, nos sentimentos o medo. Sente fria a alma, longe os pensamentos, e o coração? Ah, esse nem sente mais. Indo-se a cada dia, a espera de tudo e ao encontro do nada.
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