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| NÃO QUERO MAIS TEXTO ENTÃO NÃO ME DÊ P R E T E X T O PARA TÊ-LOS. |
segunda-feira, 11 de abril de 2016
segunda-feira, 28 de março de 2016
Desculpa o auê
“Eu queria que você quisesse”
O erro está em quem espera
Ou em quem não oferece?
Esquece,
Dizer o que já foi dito adoece.
Ser entendida,
É diferente de ser ouvida.
Quando minhas palavras chegam até você
Por ora convencem,
Mas logo são esquecidas
Se tornando apenas
Mais memórias perdidas,
Menos em mim.
Sempre confiei na tua palavra
Até fazer o contrário do que me prometeu
Você me diz: “vou consertar”
Mas o erro é meu ou seu
Se for difícil acreditar?
Apesar de tudo,
Entendo a minha loucura,
Que seria sua também
Se o caso fosse o contrário,
Você já imaginou
Se invertesse o cenário?
É só isso que quero pedir
Pense: “e se fosse eu”
Como você iria agir?
No fim,
Vou guardar outra promessa
Que tu me fizeste na rua
Em meio a uma conversa.
Se tu ainda lembras, eu não sei,
Só vou ter essa resposta
No mês que vêm.
Há também algo
Que preciso lhe dizer,
Você é o único homem
De quem eu quero ser,
Se falo cem vezes da mesma coisa
É porque quero resolver
Meu coração fica tranqüilo
Quando estou bem com você,
Que me entendas te peço
E desculpa o auê.segunda-feira, 21 de março de 2016
Cortem-me a cabeça!
Disse a Rainha Vermelha
"Corte-lhe a cabeça"
Para a ameaça sentida.
Seria uma ameaça verdadeira ou imaginada?
Mas isso não teria importância
depois da cabeça cortada.
"É melhor ser temida do que ser amada".
Só pude notar depois
Que a Rainha Vermelha tinha medo da solidão
Mas essa fragilidade ela mantinha disfarçada,
Se alguém lhe afrontasse
Teria a cabeça cortada
E por medo disso,
toda a plebe lhe bajulava.
Mas só diante de seus olhos,
Nas suas costas eram diferentes
E dela sentiam ódio.
Da Rainha escondiam coisas
Para não provocar a sua fúria
Conheciam o seu ego,
Que tão grande quanto a cabeça
Era capaz de loucuras!
Quando penso nela,
Não sinto mais do que pena
Sua cabeça era imensa
Por estar cheia de problema.
A Rainha era louca,
Tomada de paranóia!
Usava do poder que tinha
para manter a sua "glória",
Uma glória baseada
Em tudo que sua mente criava.
No fim das contas, coitada,
A guerra perdeu e foi destronada.
Percebeu finalmente
Que foi derrotada por seu pensamento doente,
Viu que sua mente lhe ameaçava mais
do que toda aquele gente,
Se havia uma cabeça a ser cortada
Era a dela.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
Legião

Quando
você sente saudade de alguém não é exatamente o outro que te faz falta, mas sim,
tudo o que você atribuiu a ele, construiu e viveu com ele. Você sente falta de
como ri com ele, de como se sente quando abraça ou beija, da forma como
caminham juntos, das bobagens e brincadeiras que só vocês sabem... Sente falta
da companhia e do prazer que estar junto oferece. Na medida em que o tempo
passa e você conhece mais a pessoa que está do seu lado, algumas coisas vão se
revelando e a maneira como você conduz cada nova descoberta pode determinar se
vocês podem ou não ficar juntos, ou mostra ao menos até onde ambos estão
dispostos a ir por isso. No começo, cada um se esforça para mostrar apenas o
seu melhor lado, às vezes ficam sem jeito, cuidam com as palavras, procuram não
magoar a outra pessoa e até mentem ou escondem coisas para não “fazer sofrer”,
ou talvez, para não perdê-la (como se pudéssemos realmente possuir alguém). Enfim,
o ponto que pretendo chegar é que, uma hora ou outra o lado secreto, obscuro,
ruim de cada um vai aparecer. Esse lado por vezes se manifesta sutilmente, num
olhar, no tom de voz e até mesmo na forma de respirar, a gente percebe, mas
conscientemente ignora por medo de desmanchar a figura que idealizou, por medo
de que aquele objeto de desejo pode não ser exatamente quem você pensa que é,
até que um dia esse lado secreto explode, escancara, arrebenta as barreiras que
você ou quem está contigo criou para proteger tanto você, quanto ele mesmo,
pois os dois temem perder um ao outro. É nessa hora que você precisa ver até
onde se dispõe a ir por e com a pessoa que gosta. Os que souberam conduzir
essas “explosões” – creio eu – amaram ainda mais o seu alguém. Tiveram
paciência, coragem e amor, o mais sincero amor para dar a mão também ao Lobo
que habita em cada um de nós. E o que estou falando aqui não é de um amor
comercial, esse não venceria tal provação, pois é covarde e precisa dizer que
existe, precisa dizer que ama para poder ser visto e no meio de tantas palavras,
não sobra espaço para o sentimento real, visceral, sincero. Vejo hoje muito “eu
te amo”, está por todos os lados! Mas o amor de fato eu não tenho encontrado. Não
sei onde foi que nos perdemos, nós, enquanto espécie, enquanto seres que sentem.
Quando foi que nos tornamos tão hipócritas e egoístas a ponto de comercializar
nossas emoções e não aceitar que não somos e que não há ninguém perfeito? A ponto
de querer condenar o outro por não corresponder as nossas expectativas? Sei que
esse texto não termina do jeito que começou, mas não há linhas de começo, meio
e fim quando falamos sobre nossos sentimentos, há apenas o desejo de tentar
exorcizar os pensamentos, de “jogá-los para fora”, de tentar organizar o caos chamado
subjetividade que nos torna tantas pessoas vivendo em uma só. Creio eu que seja
o encontro dessas tantas pessoas, com as tantas pessoas do outro que torna
alguns sujeitos mais especiais do que outros, quem sabe nessa legião alheia não
esteja também uma parte nossa habitando no outro, assim como, uma parte alheia
habitando em nós.
terça-feira, 13 de outubro de 2015
Procuro um poema

Procuro um poema para falar da saudade de quem ainda não foi,
Para falar de alguém que traz a tranquilidade na sua presença e está presente mesmo na ausência, em meus pensamentos.
Procuro um poema que traduza a incompletude de um ser quando está longe de outro, um poema que fale dessa vontade de fundir-se ao outro, de introjetar aquela figura que dentre tantas coisas, é a paz.
Procuro um poema para mostrar o quanto tenho tentado escrever sobre quem me deixa sem palavras, e por vezes, sem ar.
Sobre quem tira os meus pés do chão quando se aproxima, que me deixa com riso leve e brilho nos olhos. Um poema capaz de levar a ele o mesmo bem que ele me traz.
Procuro um poema que não fale de obsessão, mas de cumplicidade.
Quero algo tão bem escrito que aqueça quem lê como as mãos dele me aquecem, que confortem como o abraço dele conforta e animem como as palavras e o jeito dele me animam, me encorajam.
Procuro um poema que não fale
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
ZOAR O "POVO DE HUMANAS", UM GOLPE REACIONÁRIO VELADO
Usuários de maconha que estudam pouco (ou nada), não sabem
calcular e vivem de artesanato. De quem estou falando? Dos estudantes de
humanas, é claro. Quem nunca fez piada com um amigo ou colega ou riu de si
mesmo por não ser da área das exatas (usando por vezes a graduação escolhida
como desculpa por não saber calcular troco), eu mesma várias vezes me vi rindo
e reproduzindo piadas do tipo sem se quer refletir sobre essa atitude, porém,
após uma provocação em aula sobre tal visão do “povo de humanas”, percebi que a
única coisa que ganhamos com isso é descrédito e silenciamento da profissão,
mais do que isso, percebi que essa satirização acaba favorecendo o conservadorismo,
característica dessa sociedade reacionária. De que forma isso acontece? Pois
bem, começo justificando essa ideia com base no documentário “Da servidão
moderna" (Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=xAVYFYMFAag) que, dentre várias críticas, apresenta a “comercialização e deturpação da
revolução”, isso se atualiza nas piadas quando os “estudantes de humanas” são
ridicularizados por problematizarem questões sociais, é exemplo uma das
postagens que viralizaram na internet:
Quer dizer então que trazer para debate questões sociais como
preconceito, discriminação e violência – muitas vezes naturalizados - é
engraçado? A serviço de quem está esse silenciamento? Quem ganha com a não
discussão, com a não análise crítica da atual situação do país (e do mundo)?
Por que o nosso trabalho precisa ser rebaixado, desvalorizado e até
menosprezado? Por que inclusive nós nos vemos como inferiores diante das ditas “ciências
duras”, “exatas”? De que forma nós nos posicionamos frente essa visão da
classe? Acredito que essas e outras questões precisam ser levantas entre nós,
estudantes de humanas (E.H). Uma ressignificação do nosso papel é essencial para que
possamos assumir um compromisso social.
Outra questão é que
se associa aos “E.Hs” a falta de dinheiro
e perspectiva de futuro pouco rentável. Isso me leva a pensar em duas coisas,
primeira, como nós permitimos essa desvalorização e disparidade salarial e a
proximidade de ALGUNS estudantes – não todos, óbvio – com ideias comunistas. A “ameaça
comunista” faz tremer o capital que precisa do consumo em massa para manter-se
em pé. Aqui podemos relacionar o descrédito dado às “quebras de paradigmas” que
provocam a sociedade a refletir sobre seu consumo e sobre a real necessidade de
ter tudo aquilo que o mercado e a mídia nos oferecem.
Sim, vocês podem pensar que estou exagerando, afinal “é só
uma piada”, mas também é “só uma piada” dizer que mulheres devem ser submissas,
que negros são ladrões, e que ser gay é motivo de vergonha. São “só brincadeiras” que contribuem para a naturalização de ideias preconceituosas e até mesmo violentas. Posso dizer que é recente minha reflexão, mas acredito no
meu papel dentro da ciência social e acredito em cada palavra que escrevi. Peço
a ti, caro colega, “estudante de humanas”, que se ponha a pensar em como queres
ser reconhecido e faça valer aquilo que tu acreditas, a ciência social é
revolucionária e não reprodutora.
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
Não há amor na sua alma
Um último texto pra dizer que quis te devolver tudo o que já senti. Tomada por asco e raiva pensei até em formas de me vingar, porém agora consigo ver que não há castigo pior pra você do que estar contigo mesma, sozinha. Você não precisa de alguém para lhe fazer sofrer, para lhe deixar mal, sua consciência fará isso por si só, ou você acha que as noites sem dormir são frutos de quê? O sono tranquilo é um presente para os que têm a mente e o coração limpos, ou ao menos livre de culpa.
É tão bom descarregar nas palavras um peso que levei comigo por quase um ano... Não nego que já cometi erros na vida, porém todos eles me trouxeram aprendizado, já você foi um erro que só trouxe dor, sofrimento e atraso. Você é tão pequena que deixou pouco, quase nada ao sair da minha vida. Acredito que o melhor presente foi sua saída, na verdade.
Pra finalizar quero dizer que não sobrou nada aqui, eu não gosto mais de você! E não, não estou sofrendo, mesmo! Escrevo isso para ti saber que não és insubstituível, que não foste quem mais amei nem a única que me machucou. Sabias também que o mundo não gira ao seu redor, tu não és "O problema" da minha vida nem o da vida de ninguém, não se ponha em um cargo tão importante assim, tu não és mais especial do que outros já foram, é apenas mais uma pessoa perdida que não aprendeu a amar, só mais alguém pequeno demais pra saber o que é isso. Não espere da vida um banquete de felicidade, pois tuas atitudes só te alimentarão com migalhas. Tenho pena de ti se achas que és a única causadora de "fortes emoções". Esse teu protagonismo imaginário na vida das pessoas precisa sair de cena pra assim tu perceber quem és e reconhecer que não há amor na sua alma.
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