sexta-feira, 1 de novembro de 2013

três

Sofrendo por uma história de amor 
Não vivida para não magoar alguém que não amei
Que tinha como dona de seu coração outra que não eu.
Difícil de entender? Quem sabe, mas não menos triste por isso

terça-feira, 22 de outubro de 2013

E de que vale a razão?

Por que quando penso em você meu coração se liberta?
Pode ser pela vontade de deixar a porta aberta
Te convidaria para entrar, você quer entrar?
Tem lugar em mim para você, é tua escolha querer ou não querer

O mar me lembra teus olhos
o verde das árvores também,
Pudera eu ouvir um dia
Tu me chamar "meu bem"

Não sei o que me faz manter essa lembrança
Se tua fala tranquila, ou teu jeito singular
Quem sabe ainda teus poemas ou a forma de beijar
Pode ser também a ideia que decidi alimentar

Vou te guardar, vou te guardar...
Mas se tudo for um sonho e de repente eu acordar?
Descobrirei a verdade da qual não quero acreditar,
Que você foi passageiro e não mais irá voltar

Quero sonhar, quero sonhar...
E manter acesa a ideia de poder te reencontrar
Dessa vez vou preparada, não deixarei tu escapar
Quero ao menos um abraço e rever o teu olhar.




Engano

A gente se engana achando que é importante para alguém. Pode ser que parte dessa ilusão venha da ideia de achar que somos para o outro o que ele é para nós. Bobagem... No fim das contas é só mais uma ferida no ego quebrado, mais no ego do que no coração, pois aquilo que já está destruído não se pode mais atingir. 

terça-feira, 24 de setembro de 2013

To Fall

Percebe que nas brigas alguém tem que ceder, e quem faz isso geralmente é o mais forte, aquele que sabe que não vai cair se descer alguns degraus de sua arrogância. Mas na briga onde os dois são fracos e tem medo de demonstrar o quanto estão caídos, ou pior, quando querem demonstrar qual mais está no chão, as coisas ficam difíceis. Estouram para lados que tentavam segurar as coisas, destruindo os pilares e pouco a pouco a casa toda desaba. Descobre-se então que tais pilares eram cordas efêmeras que seguravam uma construção que já havia desmoronado há muito tempo. Essa é a minha casa, ou pelo menos, o que restou dela. Dizem que aqui dentro sou um vírus, que age silenciosamente e gosta de ver as coisas se destruindo. É mentira, eu só não me culpo por coisas que não sinto ser minha responsabilidade. Mas sim, eu sei que como todos aqui faço parte da doença, só não apresento os sintomas. Não pra eles pelo menos, que gostam de mostrar como estão piores do que eu. Tudo bem, meu silêncio sempre me fez companhia e de certa forma me protege. Como forma de protesto tento provar o quanto estou bem e finjo que não há nada de errado aqui dentro. O ruim disso tudo é que os convenço disso, o que me torna alvo fácil para se lançarem os dardos do desgosto, amargura, infelicidade e culpa, afinal, como pode apenas uma dentro dessa selva não estar queimando com a nossa febre?


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Eu em ti

Tenho medo que você desista de mim, estou lutando tanto para entender você, cuidando tanto para não te magoar, não sei, mas eu gosto de você. Acontece que não sei qual é o teu medo, não quero ser tua dona e nem pretendo mudar tua vida, só pensei que seria legar ter alguém para caminhar do meu lado nas tardes de sábado e dormir comigo num domingo frio e chuvoso. Posso estar querendo de mais em pedir tua companhia, mas o teu mistério me atrai e queria ser tua por mais tempo. Sinto muito se não sou perfeita e se não consigo chegar perto do que tu esperavas, não sou o que tu esperavas. Fico triste porque é a primeira vez que acredito que algo pode dar certo e me deparo com a realidade de que só acreditar não é suficiente para algo acontecer. Quem sabe eu estivesse engana, mas creio que não. Eu mudei o meu jeito para poder entender você, mas não consigo viver assim pra sempre eu acho, queria conseguir fazer você ver que te considero alguém especial e que jamais faria algo pra te magoar. Estou me tornando paciente, coisa que antes nunca fui. Paro para me explicar e faço questão que me entendas, mas tu não me falas se de fato queres isso. Eu sei, tu não me pediste nada, nem se quer sei o porquê procuro te tratar tão bem. Deve ser porque tu me parece efêmero, fraco, com seu eu guardado por muros de vidro – vulnerável demais. Eu quero cuidar de ti, ajudar-te a reconstruir-te. Não sei se posso fazer isso, mas gostaria de tentar. 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Não dessa vez


Desejar o impossível sempre foi um dom e sempre tive a certeza de que conquistaria. Porém, dessa vez é diferente, estou encantada com algo que SEI que não posso ter. Nada pode comprar o que o coração não entrega de bom grado, e nesse caso estou mais ferrada do que pensei. Mais de três anos que te guardei na mente, uma bela cor e charme na voz. Tu foste a única "missão impossível" que não decidi aceitar – pois na minha condição nunca me senti páreo para tal luta – eu sabia que não fazia parte do mundo que reconhecia como teu. Enfim, te mantive apenas em meus pensamentos. Porém, certa vez, (anos depois) fiquei sabendo que tu estarias circulando no mesmo ambiente do qual todas as noites estou, fiquei feliz por saber que meus olhos de novo poderiam ver-te. Tu és lindo de fato. Quando tu me dizias "oi" eu ficava sem jeito, abobada, até nem acreditava que novamente estava ouvindo tua envolvente voz. Desculpe se por vezes pareci idiota de mais, mas eu não conseguia manter o controle. Decidi que falaria para ti o quanto tu és encantador. Em tom de brincadeira, é claro, não sou tão cara de pau assim. De qualquer forma, tive a certeza do que sempre soube: “Somos amigos”. Dessa vez me feri. Agora entendo um pouco do que os meninos para quem já disse isso devem ter sentido, fiquei pensando nas tuas palavras e quis fazer algo para me tornar “suficientemente boa pra ti”. Sabe, eu queria que tu quisesse, mas nada do que eu fizer poderá tornar esse "sonho" possível. Olho nos teus olhos; viajo. Acho que até deixo transparecer minha “tristeza” por não poder alcançar teu coração. Me conformo, pela segunda vez, em guardar apenas uma lembrança do que em devaneios, pensei que um dia teria.


  Das certezas breves, uma: Não me desculpo por quem eu sou. Desconfio. Até canso de mim às vezes, Mas, não me desculpo. Cada dia m...