terça-feira, 31 de outubro de 2017

Autodestruição

Depois de você
A vida é um suicídio lento
Onde eu me mato aos poucos
Para igualar a morte
Que tua ausência causa.

Eu quero morrer à míngua
Morrer de destruição
Quero morrer por descuido
Por automutilação
Lentamente.

Tenho me feito sofrer
Propositalmente.
Meu corpo é um prédio
Em demolição
Eu sou o prédio,
O guindaste,
A implosão.

Destruição não calculada,
Intuitiva,
Desalmada.
Só sinto pena de mim.

O que estou fazendo comigo?
Bebo o veneno
Pensando no antídoto
E do meu corpo sinto pena
Porque minhas escolhas
Já não me pertencem
E aos poucos
Chego mais perto do pó
“o que da terra veio a terra retornará”
Mas sigo sem pressa,
Minha hora vai chegar.
Não quero,
Mas não evito.
Eu vou morrer de ausência
Sua.



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