segunda-feira, 14 de julho de 2014

Eu olho pra vocês e todos me parecem tão iguais. Desculpem, mas isso tem me feito cansada. Cansada das conversas, dos objetivos comprados, dos medos comuns, da solidão chorada... Estando ou não estando com alguém vocês sempre reclamam da mesma coisa: so-li-dão. É, é isso que pode-se concluir dos lamentos. Porém, se investigar mais a fundo, eu diria que isso não tem nada a ver com serem solitários, mas sim, com serem vazios. Todos, ou quase todos vocês conversam as mesmas coisas que há três ou quatro anos atrás conversavam. São infantis como eram quem sabe a mais tempo. Sinto muito, é o que posso ver. Não quero parecer arrogante em dizer isso, mas peço que sejam inteligentes e capazes o suficiente para admitir que o que digo é verdade. Não me arrependo de meu atual isolamento, isso é pra mim maravilhoso! Admito que essa nova visão pouco vale se não for compartilhada, mas se for compartilhada com mentes incapazes de entender, o sentido continuará sendo ínfimo.

É com extrema leveza que escrevo essas palavras, elas vem a mim como forma de alívio, como forma de rendição pelos dias que senti-me culpada. Sim, eu me rendo! Estou entregue agora somente ao que de certo vale, a busca por minhas dúvidas, por meus sonhos, meus objetivos que, creio eu, não são mais os mesmos e tão pouco foram comprados ou aceitos como uma verdade hereditária. Sim, também estou sozinha assim como vocês, a diferença é que em mim não se pode encontrar o vazio daqueles que vendem os seus sonhos e mendigam um pouco de atenção dos olhos de quem se quer sabe que vocês existem. Desejo a vocês boa sorte e se, por ventura um dia quiserem conversar, estarei aqui para falar de ideias, não de pessoas.

Um comentário:

  Das certezas breves, uma: Não me desculpo por quem eu sou. Desconfio. Até canso de mim às vezes, Mas, não me desculpo. Cada dia m...