Perdi o texto, as linhas, as palavras, o chão. Mas pior de tudo
isso, foi perder as oportunidades. Ficar eternamente caminhando com o talvez
não é menos doloroso que caminhar com o não. O talvez é quem sabe ainda pior,
pois carrega a chance de ter sido um sim. Não vou explicar essas palavras, eu
entendo o que quero dizer e basta. Explicar o que escrevi é prejulgar àqueles
que leem e ainda, reduzir as várias possibilidades interpretativas. Enfim, só
por ser confuso não é menos importante. No meio de tudo isso ficam as minhas
afirmativas e a ilusão de estar certa das minhas não-escolhas, dos meus
não-ditos, dos meus nãos por achar que não. Pra concluir, digo que ficar sem chão
por momentos não é de todo ruim, pois é só assim que consigo voar.
segunda-feira, 26 de maio de 2014
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A da chance perdida é a saudade mais doída.
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