sábado, 28 de dezembro de 2013

Ainda assim, sim

Estou magoada e deveria estar fugindo
Mas queria dizer que aceito
O teu convite pra domingo
Não posso negar que quero 
outra vez te ver dormindo. 
Eu posso estar chorando
Mas me acalma te ver sorrindo
Recado está dado, vou indo ;*

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Foi válido!

Não mendigue atenção de quem quer que seja. Não se esforce para compartilhar minutos com quem está mais interessado em coisas que não te incluem. Não prolongue a conversa apenas para ter o outro por perto, quando você perceber que precisa se esforçar bastante para que o monólogo vire um diálogo. Esqueça. Prefira a sua solidão genuína à pseudo presença de qualquer pessoa. Ainda digo mais: Perceba que existem pessoas que curtem dividir a atenção contigo sem que você precise desprender esforço algum. Aproveite o que te dão de livre e espontânea vontade. Dispense o que te dão por força do hábito ou por conveniência. Esqueça o que não querem te dar. Cada um dá o que pode...
(Autor Desconhecido).

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Meu coração é inquieto e minhas inquietações fazem questão de me 
lembrar a todo momento que esse não é o meu lugar. 

terça-feira, 5 de novembro de 2013

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Nostalgiando

A minha infância não teve gibi nem teve Nintendo
Um absurdo, entendo 
Mas não digo que não me diverti 
Lembro de cada árvore em que subi
Lembro dos rios, açudes e lajeados 
das unhas sujas e dos espinhos cravados 
O pé e a canela cobertos de machucados  
Ah, eram meus tempos dourados!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

três

Sofrendo por uma história de amor 
Não vivida para não magoar alguém que não amei
Que tinha como dona de seu coração outra que não eu.
Difícil de entender? Quem sabe, mas não menos triste por isso

terça-feira, 22 de outubro de 2013

E de que vale a razão?

Por que quando penso em você meu coração se liberta?
Pode ser pela vontade de deixar a porta aberta
Te convidaria para entrar, você quer entrar?
Tem lugar em mim para você, é tua escolha querer ou não querer

O mar me lembra teus olhos
o verde das árvores também,
Pudera eu ouvir um dia
Tu me chamar "meu bem"

Não sei o que me faz manter essa lembrança
Se tua fala tranquila, ou teu jeito singular
Quem sabe ainda teus poemas ou a forma de beijar
Pode ser também a ideia que decidi alimentar

Vou te guardar, vou te guardar...
Mas se tudo for um sonho e de repente eu acordar?
Descobrirei a verdade da qual não quero acreditar,
Que você foi passageiro e não mais irá voltar

Quero sonhar, quero sonhar...
E manter acesa a ideia de poder te reencontrar
Dessa vez vou preparada, não deixarei tu escapar
Quero ao menos um abraço e rever o teu olhar.




Engano

A gente se engana achando que é importante para alguém. Pode ser que parte dessa ilusão venha da ideia de achar que somos para o outro o que ele é para nós. Bobagem... No fim das contas é só mais uma ferida no ego quebrado, mais no ego do que no coração, pois aquilo que já está destruído não se pode mais atingir. 

terça-feira, 24 de setembro de 2013

To Fall

Percebe que nas brigas alguém tem que ceder, e quem faz isso geralmente é o mais forte, aquele que sabe que não vai cair se descer alguns degraus de sua arrogância. Mas na briga onde os dois são fracos e tem medo de demonstrar o quanto estão caídos, ou pior, quando querem demonstrar qual mais está no chão, as coisas ficam difíceis. Estouram para lados que tentavam segurar as coisas, destruindo os pilares e pouco a pouco a casa toda desaba. Descobre-se então que tais pilares eram cordas efêmeras que seguravam uma construção que já havia desmoronado há muito tempo. Essa é a minha casa, ou pelo menos, o que restou dela. Dizem que aqui dentro sou um vírus, que age silenciosamente e gosta de ver as coisas se destruindo. É mentira, eu só não me culpo por coisas que não sinto ser minha responsabilidade. Mas sim, eu sei que como todos aqui faço parte da doença, só não apresento os sintomas. Não pra eles pelo menos, que gostam de mostrar como estão piores do que eu. Tudo bem, meu silêncio sempre me fez companhia e de certa forma me protege. Como forma de protesto tento provar o quanto estou bem e finjo que não há nada de errado aqui dentro. O ruim disso tudo é que os convenço disso, o que me torna alvo fácil para se lançarem os dardos do desgosto, amargura, infelicidade e culpa, afinal, como pode apenas uma dentro dessa selva não estar queimando com a nossa febre?


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Eu em ti

Tenho medo que você desista de mim, estou lutando tanto para entender você, cuidando tanto para não te magoar, não sei, mas eu gosto de você. Acontece que não sei qual é o teu medo, não quero ser tua dona e nem pretendo mudar tua vida, só pensei que seria legar ter alguém para caminhar do meu lado nas tardes de sábado e dormir comigo num domingo frio e chuvoso. Posso estar querendo de mais em pedir tua companhia, mas o teu mistério me atrai e queria ser tua por mais tempo. Sinto muito se não sou perfeita e se não consigo chegar perto do que tu esperavas, não sou o que tu esperavas. Fico triste porque é a primeira vez que acredito que algo pode dar certo e me deparo com a realidade de que só acreditar não é suficiente para algo acontecer. Quem sabe eu estivesse engana, mas creio que não. Eu mudei o meu jeito para poder entender você, mas não consigo viver assim pra sempre eu acho, queria conseguir fazer você ver que te considero alguém especial e que jamais faria algo pra te magoar. Estou me tornando paciente, coisa que antes nunca fui. Paro para me explicar e faço questão que me entendas, mas tu não me falas se de fato queres isso. Eu sei, tu não me pediste nada, nem se quer sei o porquê procuro te tratar tão bem. Deve ser porque tu me parece efêmero, fraco, com seu eu guardado por muros de vidro – vulnerável demais. Eu quero cuidar de ti, ajudar-te a reconstruir-te. Não sei se posso fazer isso, mas gostaria de tentar. 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Não dessa vez


Desejar o impossível sempre foi um dom e sempre tive a certeza de que conquistaria. Porém, dessa vez é diferente, estou encantada com algo que SEI que não posso ter. Nada pode comprar o que o coração não entrega de bom grado, e nesse caso estou mais ferrada do que pensei. Mais de três anos que te guardei na mente, uma bela cor e charme na voz. Tu foste a única "missão impossível" que não decidi aceitar – pois na minha condição nunca me senti páreo para tal luta – eu sabia que não fazia parte do mundo que reconhecia como teu. Enfim, te mantive apenas em meus pensamentos. Porém, certa vez, (anos depois) fiquei sabendo que tu estarias circulando no mesmo ambiente do qual todas as noites estou, fiquei feliz por saber que meus olhos de novo poderiam ver-te. Tu és lindo de fato. Quando tu me dizias "oi" eu ficava sem jeito, abobada, até nem acreditava que novamente estava ouvindo tua envolvente voz. Desculpe se por vezes pareci idiota de mais, mas eu não conseguia manter o controle. Decidi que falaria para ti o quanto tu és encantador. Em tom de brincadeira, é claro, não sou tão cara de pau assim. De qualquer forma, tive a certeza do que sempre soube: “Somos amigos”. Dessa vez me feri. Agora entendo um pouco do que os meninos para quem já disse isso devem ter sentido, fiquei pensando nas tuas palavras e quis fazer algo para me tornar “suficientemente boa pra ti”. Sabe, eu queria que tu quisesse, mas nada do que eu fizer poderá tornar esse "sonho" possível. Olho nos teus olhos; viajo. Acho que até deixo transparecer minha “tristeza” por não poder alcançar teu coração. Me conformo, pela segunda vez, em guardar apenas uma lembrança do que em devaneios, pensei que um dia teria.


quinta-feira, 25 de abril de 2013

Derreteu-se




Eu sei que não temos nenhuma espécie de compromisso, mas devo confessar que o teu convite a ela mexeu comigo. É coisa que se arrasta há tempos, desde a escola. Não tenho uma resposta para o meu ciúme descontrolado, mas queria nunca ter dito teu nome pra ela. Sim, nós somos amigas. Colegas pra ser mais exata. Mas mesmo eu alertando-a que já estava nesse jogo ela não evitou em por suas cartas na mesa também. E está certa, tu és uma graça mesmo. Só vou lamentar por ter ido naquele aniversário domingo e deixado o sorvete pra outro dia. Agora nem domingo, nem segunda, nem terça, o sorvete derreteu e eu fiquei só na vontade. 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

póstumo adeus


Eu morri sem chances de despedida

Não foi uma doença que me levou embora, meus pais não puderam chamar a família e eu não pude abraça-los e nem abraçar meus amigos, não pude tirar as fotos que queria nem terminar meus textos ou concluir a faculdade. Eu parti. Junto comigo todas as esperanças de um futuro bom, todas as memórias, passado presente e futuro enterrados comigo. Estou triste. Sei que partir deixou muitas pessoas que amo chorando, esperando pelo meu consolo, mas daqui onde estou agora não posso fazer mais nada, não da forma como eles gostariam... Um último beijo, um eu te amo... Minhas chances partiram. Agora vejo que todo meu medo e vergonha fizeram-me perder coisas incríveis das quais não quis tentar por achar que iria perder o jogo ou pensando no que iriam dizer. Queria voltar para pelo menos concluir a minha lista de mais ou menos 50 coisas que eu gostaria de fazer. Queria concluir meus planos inadiáveis que sempre adiei. Queria voltar e tratar meus pais como reis, dar o meu melhor a eles, vendo-os agora... eu nem imaginava que me amassem tanto! Queria também ser a melhor amiga da minha irmã. Que ela me admirasse e ser um bom exemplo à ela. Sonhei em ajudá-la com boas palavras, coisas que nem os pais nem os amigos dizem. Algo que ela pudesse levar para sua vida inteira, e no final das contas ela visse que conseguiu chegar ao sucesso. Queria assistir o seu sucesso. Mas agora eu parti, de repente, sem aviso. Nem mesmo tempo da última oração, um pedido humilde para que Deus carregasse minh’alma no colo ou que andasse ao meu lado, já que nunca gostei de andar sozinha. As coisas ainda estão estranhas pra mim, estou de luto também, porque assim como os que ficaram me perderam, eu os perdi igualmente. Perdi seus abraços, cheiro, sorriso, gritos, cantos, voz... Perdi tudo o que poderíamos viver. Morri outra vez por saber que não os terei nunca mais. Estou só. Triste, querendo voltar; mas não posso. Queria que lessem minha carta que agora escrevo e mente. Se eu tivesse mais uma chance lhes mostraria o quando a vida é preciosa, faria com que vissem o milagre do ar em nossos pulmões, a vitalidade que é um coração pulsante. Agora não sinto nada, não tenho cãibras, dor de cabeça ou cólica, meus órgãos estão parados, e essa sensação de não viver é horrível! Espero que um dia, não tarde, entendam a divindade que é a existência e comecem fazê-la valer a pena, comecem a viver para agradar a única pessoa que passará a eternidade ao seu lado: Você mesmo!

  Das certezas breves, uma: Não me desculpo por quem eu sou. Desconfio. Até canso de mim às vezes, Mas, não me desculpo. Cada dia m...