quarta-feira, 23 de maio de 2012

Abre a janela guria


Pelo que você quer ser lembrada por você mesma quando envelhecer? Pelas coisas que fez ou pelo medo que teve? O que tens feito para guardar pro futuro? Você é feliz? Segue o seu sonho e se dá ao luxo de concretizar alguns desejos por menores que sejam? Você tem coragem ou vergonha de ser feliz? Por que te escondes, o que pretendes com isso? Qual o seu medo guria? Tua desculpa antiga já não pode mais ser aceita, pois aquela barreira se findou. Conseguiste o que queria! Mas e hoje guria, o que tu tens feito por ti mesma? Se acha que precisa de um pouco de loucura e anormalidade por que não buscas isso então? Tu nunca foste inconseqüente, mas também não era infeliz. O que te falta guria? Amigos, diversão ou apenas coragem? O que tu busca é mesmo o que queres ou segue um caminho por que dizem ser o certo? Escolheste tua profissão por rebeldia ou amor? Quanto a isso não tens dúvida, mas e resto guria, a tua vida onde é que fica? “Quem muito se ausenta, um dia deixa de fazer falta”, e tua vida está percebendo isso, tu te ausentaste dela.
Volta guria, não a ser o que eras porque as pessoas mudam mesmo não se culpe quanto a isso, mas volta pra felicidade, volta pra viver sabe? Volta para a alegria dos olhos num caminho que se vale à pena seguir. Volta pra ti guria, lembre de te fazer feliz um pouco, fazer bem a ti mesma, tu sabes do que eu estou falando. Abra as janelas guria, por que o sol uma hora se põe, e por mais que as estrelas sejam belas, tu acabarás sentindo falta da luz, e essa luz um dia apaga guria, para sempre.


segunda-feira, 14 de maio de 2012

queria fazer sua vida parecer interessante aos olhos de alguém. Talvez aos próprios olhos.

 Queria despertar orgulho nos pais e um quê inveja nos amigos, queria ser importante para alguém, e ter alguém importante também. Sonhou que a vida era bela e que se podia chegar ao paraíso. Mas sentia que não estava completa, e cansava de encenar todos os dias, o teatro de uma vida normal.
Se convenceu então que tinha uma boa vida; Um trabalho que lhe dava pleno direito de comprar as melhores roupas, melhores calçados, e até alguns bons discos, mas esses ela não comprava. Gostava de letras não de bandas, era a afirmação que sempre usava. E terminava por acreditar que guardar aqueles trocados do CD em uma poupança poderia vir a ser mais útil. De fato foram, quando a grana viva terminava ela usava o cartão, que é só de débito pois não gosta de prestações. Não gosta de nada que seja necessário o compromisso.
Ela tinha um medo enorme de não honrar esses compromissos, como fazia com os seus "amores". Tinha um, de quem ela queria gostar, mas ela só gostava dele a noite e fim de tarde. De manhã até as 4:30 p.m, ela o detestava. Não queria lembrança, retrato nem planos com ele. Embora esse, fosse sempre o primeiro que ela pensava ao despertar e antes de dormir também.
Rezava todas as noites para que conseguisse amá-lo. Ironia, já rezou tanto para esquecer outros. Mas agora ela implorava por amar apenas um. Chorava ao pensar que nem Deus conseguiria derreter o seu coração e amassar o seu egoísmo. No fundo, ela tinha pena de si mesma. Pena, repulsa, raiva, desanimo, era o que ela sentia quando queria ser mais humana e se envolver de verdade com alguém.
De vez em quando sentia amor profundo por si mesma, se achava linda! A que melhor andava, falava e escrevia. E para alimentar o ego ela listava todos os que já havia conquistado, e sentia um orgulho sombrio por saber que machucou aqueles corações. Na verdade ela sentia inveja, queria conseguir alguém para pelo menos despedaçar o dela, já que nem dor ela conseguia sentir.
Mas no inicio do ano que para ela seria o melhor - segundo concepções imaginadas por ela - acontece de um dos seus príncipes partir. Para sempre. Dele ela sentia falta, foram com ele os melhores planos, foi por quem ela mais sorriu. Estavam distantes já a mais de um ano, mas ela lembrava dele! Queria se parecer com ele para traze-lo de volta. Comprou uma camisa que ele poderia gostar, mas nunca ligou convidando-o para sair.
Quando recebeu a notícia de que ele tinha partido, ela quis partir também e encontrá-lo em algum lugar, mas não era possível. Ficou lá do lado dele, esperando que ele acordasse. Mas não acordou.
Ela guardou a esperança de que ele visse o sofrimento dela, e que visse também a camisa que ela comprou pensando nele, mas os olhos verdes estavam fechados, e ela sabia que era para sempre.
Assim como foi também para sempre a saudade que ela sentiu.
Passaram-se os anos e ela foi feliz, com uma história que ainda não posso contar. Mas nunca deixou de lembrar do seu Pequeno Príncipe, que partira para seu planeta distante. "O Essencial é invisível aos olhos" Ela leu, e da pior maneira, conseguiu entender o que isso significa de verdade.


quinta-feira, 3 de maio de 2012

que os jogos comecem!


Eu não acho justo o que estou fazendo contigo, tu me fala tanta coisa e eu só sei ficar em silêncio, você tem o direito de uma resposta, e a minha resposta é:
Gosto de ti, mas não da mesma forma que você gosta de mim, espero um dia descobrir um amor enorme por você, mas eu não sou uma pessoa boa sabe? Preciso perder, ou sentir que perdi para entender o quanto me faz falta e o quanto é importante. Não quero te prender e nem nada, quero um tempo meu e teu, para por as coisas no lugar, precisamos disso.
Depois que nos tornarmos peças bem modeladas, poderemos começar o nosso jogo, partiremos de um quebra cabeça, para o jogo da paciência, quando enfim chegarmos no fim da trilha, saberemos o que está escrito nessa “faixa de chegada”.
 Nossas flechas já foram lançadas, basta agora vermos aonde elas vão parar.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Melhor amigo


Pegue uma caneta e comece a escrever agora!
 Coloca pra fora tudo o que tu queres. O papel é o amigo silencioso que ouve o teu desabafo. Ele te acolhe sem te criticar. Se quiseres xinga, chora, berra, vomita tua dor e teu ódio nas palavras. Livra-te da raiva a cada linha e comece a escrever uma nova história. Teu caminho é você quem faz e tu deves saber; mas o passado ta feito, já era!
Por isso escreve meu bem, escreve o que te incomoda e mostra pra os outros a tua dor. Compartilha o teu âmago com o mundo, mesmo que esse mundo seja apenas o papel! Não precisa de textos grandes, ou muito menos se fazer entender. As verdades são tuas, a singularidade é que te faz especial. Escreve o que te dá vontade, mas não deixe de escrever. Das melhores dores se fazem os melhores textos, e dos piores momentos as melhores estórias. 


  Das certezas breves, uma: Não me desculpo por quem eu sou. Desconfio. Até canso de mim às vezes, Mas, não me desculpo. Cada dia m...