quarta-feira, 28 de março de 2012

Ao príncipe de Tróia


Não sei a minha parte na tua vida, nem a tua parte na minha. Sei que não passaste em vão. “Deus não colocaria uma pessoa na sua vida por acaso” foi a frase que eu li, se esse foi acaso, eu o chamo de destino. 
Não pensei que gostava tanto assim de você. Peço que me perdoe se fiz alguma coisa que te machucou, eu sinto muito, de verdade. Quero dizer eu te amo sem ter culpa, porque amo diferente. Amor divino eu acho. Espero te encontrar um dia e te pegar nos braços com um abraço forte. No momento quero libertar o meu coração desse aperto que tua partida está causando. Não se sinta culpado, eu te amo. Amor puro você sabe... Sei que se tu pudesse enxugaria minhas lágrimas e me faria rir de novo. De qualquer forma as lembranças são capazes de te manter perto ainda. Mesmo não estando aqui, tu não deixará de ser motivo de felicidade nos momentos passados. 
Eu te amo! Quero dizer sem culpa ou medo. Eu te amo e sinto saudade.


domingo, 11 de março de 2012

Prato Principal



Tu estás tão perto que até sinto medo de não me desacostumar de ti. De continuar querendo o que há tempos não me enche. Sou um copo; melhor, um bule. E tu és o meu liquido. O meu chá! Água quente, fervendo por sinal. O que te faz evaporar na medida em que esquentamos de mais. Se te fervo tu somes! O negócio mesmo é ir te cozinhando. Se vejo que a água se foi, coloco mais a tempo de não perder tudo, e te refogo nas lembranças. Você é o meu prato principal.

Te ponho a mesa de manhã. Quando acordo geralmente. E vou sentindo o gosto ao longo da tarde. Já cheguei a quase enjoar sabe? Provei outros temperos, mas o teu ainda é o de sabor melhor. Sei que dizem que “arroz com feijão enjoa”, mas para mim é a combinação insubstituível.
De vez em quando te faço de sobremesa, porque é o mais desejado. Me alimento com a refeição salgada pra sentir depois o teu doce na minha boca. Ah, como eu adoro te provar.
 E como todas as vezes que experimento você, nunca pode ser de mais, pois até mesmo o doce pode causar repulsa, náusea, e fazer com que eu fique tempos sem saborear. E isso eu não quero. Não agora, nem depois.

  Das certezas breves, uma: Não me desculpo por quem eu sou. Desconfio. Até canso de mim às vezes, Mas, não me desculpo. Cada dia m...