quarta-feira, 17 de junho de 2015

Ilusionista

Temi ao ver teus olhos de novo, porém o medo já não era mais do desconhecido e sim por agora saber com o que estava lidando. Fiquei atenta ao seu jeito antes encantador que me fazia sorrir sem graça por saber que aqueles minutos contigo seriam o suficiente pra eu sorrir o resto do dia (ou da noite), mas dessa vez foi diferente. Tudo em você parecia ensaiado, como parte de uma peça mal sucedida, pronta para dar errado de novo. Tuas palavras, canções e forma de me deixar sem jeito agora já são previsíveis, não deixaram de ser sedutoras por isso é claro, pena eu não conseguir acreditar em mais nada que venha de você. Já tive pena de mim por confiar no seu amor, agora tenho pena de ti por pensar que precisava mentir pra me ter ao seu lado.
Fico triste ao te ver tentando consertar as coisas, tentando arrumar o que não tem mais jeito e isso nada tem a ver comigo, com “nós”, mas sim com essa tua forma de lidar com as coisas, de jogar com as pessoas mesmo sem perceber – ou fingindo não perceber – isso tudo jamais vai poder te trazer felicidade, o que é uma pena, apesar de tudo espero o melhor pra ti e não sou a única que nutre sentimento sincero por você, o lamentável é nenhum desses sentimentos poderem te preencher por maiores que sejam. Nem todos os amores do mundo serão suficientes para te resgatar de si mesma se você os põe na prateleira e vai se alimentando só por saber que eles existem.

Você não me ama, não pode me amar, porque amor é algo que não cabe mais em ti. Tu precisas preparar teu coração e aceitar quem você é. Sem enganar ninguém, sem querer proteger todo mundo. Você não é um perigo assim como os outros também não são. Pare de fazer mal a si mesma e por consequência vai parar de fazer mal aos outros. Queria poder te levar a leveza da qual vejo que precisas, é dessa liberdade que falo tanto! Poder ser coerente com meus sentimentos, com quem eu sou, é essa minha busca de todos os dias. Não associe liberdade com solidão, pois nem você nem eu estivemos menos sós enquanto estávamos presas em “nós”. 
"Eu não ficaria bem na sua estante"

  Das certezas breves, uma: Não me desculpo por quem eu sou. Desconfio. Até canso de mim às vezes, Mas, não me desculpo. Cada dia m...