segunda-feira, 26 de maio de 2014

Sem chão

Perdi o texto, as linhas, as palavras, o chão. Mas pior de tudo isso, foi perder as oportunidades. Ficar eternamente caminhando com o talvez não é menos doloroso que caminhar com o não. O talvez é quem sabe ainda pior, pois carrega a chance de ter sido um sim. Não vou explicar essas palavras, eu entendo o que quero dizer e basta. Explicar o que escrevi é prejulgar àqueles que leem e ainda, reduzir as várias possibilidades interpretativas. Enfim, só por ser confuso não é menos importante. No meio de tudo isso ficam as minhas afirmativas e a ilusão de estar certa das minhas não-escolhas, dos meus não-ditos, dos meus nãos por achar que não. Pra concluir, digo que ficar sem chão por momentos não é de todo ruim, pois é só assim que consigo voar.

sábado, 24 de maio de 2014

Mesma moeda

Provar do próprio veneno, 
Deitar na cama que fez, 
Colher o que planta, 
Receber na mesma moeda.
Feitiço virar contra o feiticeiro, 
Receber aquilo que dá, 
Ferir com ferro e com ferro ser ferido. 

A volta vindo e eu indo
ao encontro de tudo que já fui.
Mas agora como a vítima
Não mais sou a vilã
E por conhecer o fim da história
Começarei outra amanhã.


segunda-feira, 5 de maio de 2014

Eu sou ego, eu sou ísta, eu sou egoísta!

Um dose de egoísmo pode trazer doses de felicidade. Pensar um pouco em mim tem me feito uma pessoa melhor, ao menos pra eu mesma. Não acho que sou o centro do mundo, não acho que os outros devam me agradar ou fazer aquilo que eu quero, não peço bajulações ou demonstrações de afeto. Tudo que peço é que não esperem isso de mim. Tenho caminhado cada dia mais pra um amor profundo, amor próprio é claro, coisa que antes não soube valorizar. Agora quero encontrar um pouco de "eu" em mim, seguir minhas vontades, dizer o que preciso dizer. Tenho notado que o ser humano não gosta de ouvir verdades, não gosta que o outro seja sincero e que faça aquilo que tem vontade de fazer. Se não está lambendo os pés daqueles que o acompanham não é "humilde" suficiente. A dita humildade, se analisada a fundo, é confundida com ~fazer qualquer coisa pelos outros~ e esses outros te julgam como decadência humana se não se põe de quatro para que montem em suas costas. Decidi a partir de agora não considerar mais as minhas costas como depósito das frustrações alheias. Se não correspondo às expectativas daqueles que me acompanham, só posso dizer que sinto muito, faço o melhor que posso, mas faço o que desejo fazer, se isso não agrada, fiquem a vontade para se retirarem da minha vida. Isso não quer dizer que eu não goste de companhia, que não gosto de meus amigos e colegas, quer dizer apenas que, se não são capazes de entender que sou um ser humano com vontade própria, estejam a vontade pra entrar em círculos de convivência onde haja relação de mútua de falsidade,  se for pra ser assim, prefiro minha própria companhia.

  Das certezas breves, uma: Não me desculpo por quem eu sou. Desconfio. Até canso de mim às vezes, Mas, não me desculpo. Cada dia m...