Sei que vou morrer sem lembranças, mas acho que isso nem é culpa minha ou de quem eu queira culpar. Estou presa, trancada, isolada do mundo. Mundo de aparências, que julgam as pessoas pela sua casca, mas uma coisa eu sei, tudo o que tem forma um dia se vai, quebra, se rompe e tudo o que eu poderia carregar eu nunca pude colher: Boas lembranças. Minha vida está a cada segundo mais breve, mais efêmera, cada dia estou mais perto do fim, esperando um grande dia, um bom momento para começar. Sinto pena de mim, sei que vou morrer, não sei se logo ou tarde, mas no fim das contas isso não importa. Não se tem vida na minha atual vida, se é que se pode entender isso. Eu vejo pessoas partindo e as vezes tenho vontade de acompanhá-las, quiçá para um lugar melhor ou nem que seja para o fim. Para fundo, para o nada. Pelo menos meus olhos estariam fechados e eu não veria tudo o que eu estou perdendo estando aqui. Queria encontrar a paz, a felicidade, a minha liberdade de poder viver da minha forma, mas estão todos cegos, todos iludidos por um futuro que não existe. Relacionamentos são apenas um comércio, onde você me oferece o seu dinheiro e eu abro minhas pernas, eu te dou minha companhia... É assim que querem que eu seja, fantoche do mundo moderno. Que trabalhe para pagar um bom estudo e estude para ter um bom trabalho. Mas sabe, essa não é a minha concepção de vida e se eu puder fazer uma escolha, eu escolho partir.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
domingo, 2 de dezembro de 2012
Se quiser crescer
O teu eu é grande de mais pro teu
tamanho, o teu outro não é tão pequeno e inferior como tu pensas. Tu não és e
nem serás alguém especial para nenhum outro enquanto não fores pra ti mesma. Tu
fuga eterna, tua introjeção de tudo que é bom ou mal, quando explode eclode de
maneira errada. Não aprendeste o meio termo, não aprendeste o equilíbrio entre
o que é teu e o que é do outro. O mundo não tem culpa da tua infelicidade nem
responsabilidade pela tua felicidade. Aprenda que enquanto não fortificar o teu
ego frágil serás para sempre vulnerável, e não há lugar no mundo onde possas
fugir de ti mesma. Enfrenta-te! Aceite que as pessoas têm outras preocupações,
que teus amigos são humanos e que teus pais também merecem a vida livre como tu
anseias. Cresça! E comece isso por dentro, se não terminarás sozinha com a pior
das companhias: a tua! Veja se consegue entender que maturidade não se mede apenas por quantas vezes tu abres as pernas,
mas por quantas vezes tu és capaz de abrir a mente. Pare de fechar a cara pra quem esteve do teu lado, caso
contrário, nem se quer sentirão tua falta. E quando todos se acostumarem com
tua ausência, será tarde de mais para querer mudar.
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