sábado, 17 de setembro de 2011

Não me prenda

E só senti que deveria ficar ali, fazendo bem para ele, que já não fazia tão bem a mim. Seu toque não era  o mesmo, e não era por falta de desejo, mas sim porque já não havia mais amor. Senti certa repulsa por instantes, mas não poderia abandonar quem por muito tempo aqueceu o lado mais sombrio de meu coração, e do meu corpo também. Um homem adorável, que me daria o mundo se eu pedisse, lamentável eu não poder pedir!
Aqueles olhos que brilhavam ao me ver, mal apenas sabiam que o que satisfaz meus anseios são as conquistas e não o que conquistei. Eu o tive, era isso. Fomos um do outro, fomos um e outro, fomos um. Seu erro foi ser o melhor da minha vida, foi ser o melhor de todos! Perfeição é cansativa, e cuidado de mais é insegurança.
De leve o destino foi nos separando, e de leve fui deixando isso acontecer, assim como as folhas que caem, deixei cair o resto que ainda guardei dele, o resto que não era mais suficiente para continuar. Passado hoje longínquo, não afeta nem um nem outro. História que eu sei, querendo ou não vai se repetir, mas enquanto isso, eu deixo e sigo. Livre como é e sempre será de meu querer.


  Das certezas breves, uma: Não me desculpo por quem eu sou. Desconfio. Até canso de mim às vezes, Mas, não me desculpo. Cada dia m...